Em entrevista concedida ao GE, o advogado da família Lamacchia, André Sica, deu detalhes sobre o andamento do processo de compra da SAF do Vasco e revelou algumas das exigências feitas pelos órgãos fiscalizadores para que a operação tenha prosseguimento.
Segundo André Sica, o processo voltou a avançar após o investidor Marcos Lamacchia realizar as alterações contratuais solicitadas pela Justiça e pelos órgãos responsáveis pela fiscalização da SAF vascaína. O contrato foi novamente encaminhado à Justiça, acompanhado de um aditivo que contempla todas essas exigências.
Entre os pedidos feitos pelos administradores judiciais da SAF estão a redução da multa prevista ao Vasco caso Lamacchia não seja o vencedor da disputa pela SAF (break-up fee) e um complemento de garantia para o caso de eventual falha na comprovação da capacidade financeira para cumprir as dívidas da recuperação judicial. Outra solicitação foi para que o investidor fosse mais claro ao estabelecer o fluxo de pagamento da recuperação judicial e para que os custos previstos para essa quitação incluíssem os assessores judiciais.
Atendidas essas exigências, a expectativa do investidor é de que a Justiça dê prosseguimento ao processo de compra, dando início ao processo competitivo, com o lançamento do edital de venda da SAF. Segundo o advogado, a expectativa é de que a fase inicial da compra seja iniciada até setembro, apesar da possibilidade de novas exigências e discussões judiciais, o que poderia atrasar novamente o início do processo.
Caso o novo contrato seja aceito pela Justiça, deve ter início o processo de venda da SAF do Vasco, com a abertura para propostas de outros compradores interessados. Vale ressaltar que, pelo contrato, o grupo de Lamacchia tem prioridade na aquisição do futebol do clube por ter apresentado a proposta-base à Justiça. Isso significa que, caso outro grupo de investidores faça uma proposta superior, Lamacchia terá o direito de cobrir o valor apresentado para vencer a concorrência.
Encerrada essa fase, terá início o fechamento da operação. A partir desse momento, a proposta dos investidores será encaminhada ao Conselho Deliberativo e, posteriormente, submetida a uma Assembleia Geral para a constituição da nova SAF e, por fim, a conclusão do negócio.