A declaração de Pedro Emanuel, do Vasco, direcionada ao calendário do futebol brasileiro

24 ago 2026 - 00h51
Resumo
Após a derrota por 4 a 1 para o Palmeiras, o técnico do Vasco, Pedro Emanuel, criticou o calendário do futebol brasileiro. O treinador afirmou que a sequência de partidas pelo Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana impede treinos adequados e o descanso necessário de 72 horas. Ele destacou que o desgaste físico extremo compromete o rendimento da equipe e obriga a gestão de atletas sem plenas condições físicas, citando os casos de Cuiabano e Facundo Colidio.

Após a derrota por 4 a 1 para o Palmeiras, no domingo (23), no Nubank Parque, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, Pedro Emanuel debateu a sequência de jogos do calendário do futebol nacional. O treinador apontou que o Vasco viajou para São Paulo sem ter conseguido treinar uma vez sequer e destacou que o período que teve de descanso não foi o suficiente para recuperar os atletas.

Foto: Pedro Emanuel em apresentação no Vasco da Gama no CT Moacyr Barbos - ( Matheus Lima/CRVG) / Gávea News

"Para começar, está a dizer, pouco tempo para treinar, nós nem treinamos. Nós não treinamos que estamos a ter dois dias entre cada um dos jogos. Para este jogo até menos tempo do que as 72 horas que normalmente são necessárias. E digo-lhe que é um desafio grande para todos nós, principalmente pela forma como nós temos jogado, a maneira como nós queremos também estar no jogo, isso desgasta bastante", disse.

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O treinador continuou argumentando sobre a sequência de jogos em um curto espaço de tempo que o Vasco terá. Ele demonstrou que os atletas não tiveram descanso e não terá, tendo em vista os confrontos do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana que tem pela frente.

"Nós viemos jogar com o Palmeiras com menos de um dia de recuperação. A seguir vamos jogar Copa de Brasil e vamos jogar com o Cruzeiro pelo Brasileirão com menos um dia de recuperação também. Portanto, estas questões, por mais, às vezes, menos importância possam ter para a torcida, para o torcedor e mesmo para vocês, para nós e para quem está no trabalho do dia a dia, isto faz uma diferença brutal, vocês não imaginam", disse.

Segundo o treinador vascaíno, alguns atletas disputaram a partida sem estar em plenas condições físicas como o lateral-esquerdo Cuiabano e o atacante Facundo Colidio.

"Um exemplo concreto, Cuiabano sentiu ali qualquer coisa e não queria sair. Mas é a minha função preservá-lo, porque ele tem sido um jogador importante para nós, e isso é uma decisão que nós temos que tomar, custa-me, mas é uma decisão importante para a equipe. A mesma coisa com o Facundo, vocês vão me perguntar a seguir, 'porque é que o Facundo não jogou, entrou, veio e não sei o que mais', o Facundo também não estava a 100%", disse.

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