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WTA diz que conversa de tenista chinesa com COI não basta

Vídeos recentes de Peng "não aliviam nem abordam a preocupação da WTA com seu bem-estar", afirma a Associação

22 nov 2021 10h57
| atualizado às 11h07
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Tenista chinesa Peng Shuai durante Aberto da Austrália
15/01/2019 REUTERS/Edgar Su
Tenista chinesa Peng Shuai durante Aberto da Austrália 15/01/2019 REUTERS/Edgar Su
Foto: Reuters

A videoconferência da tenista chinesa Peng Shuai com o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) não aborda nem alivia as preocupações da Associação de Tênis Feminino (WTA) a respeito de seu bem-estar, disse a WTA nesta segunda-feira (22).

O paradeiro de Peng, ex-número um de duplas do mundo, tornou-se uma tema de interesse internacional quase três semanas atrás depois que ela alegou que o ex-vice-premiê chinês Zhang Gaoli a agrediu sexualmente.

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Ela apareceu em um jantar com amigos no sábado e em um torneio de tênis infantil em Pequim no domingo, como mostraram fotos e vídeos publicados por jornalistas da mídia estatal chinesa e pelos organizadores do evento, mas isto foi pouco para diminuir os receios.

"Foi bom ver Peng Shuai em vídeos recentes, mas eles não aliviam nem abordam a preocupação da WTA com seu bem-estar e sua capacidade de se comunicar sem censura e coerção", disse uma porta-voz da WTA por email.

Indagada sobre a videoconferência com o COI, a porta-voz respondeu: "Este vídeo não muda nosso apelo por uma investigação plena, justa e transparente, sem censura, sobre sua alegação de agressão sexual, que é a questão que deu ensejo à nossa preocupação inicial."

O COI disse em um comunicado que Peng fez uma videoconferência com seu presidente, Thomas Bach, no domingo, durante a qual ela disse estar segura e bem em sua casa em Pequim e que deseja que sua privacidade seja respeitada por ora.

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Grupos ativistas globais pedem um boicote à Olimpíada de Inverno de Pequim em fevereiro em reação ao histórico de direitos humanos da China.

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