Aos 28 anos, Luma Ramos tornou-se a diretora mais jovem do circuito WTA ao liderar a primeira edição do Curitiba Open, torneio WTA 125. Com experiência prévia no Miami Open, a executiva atua no fortalecimento do tênis feminino brasileiro pela MundoTênis, promovendo oportunidades para atletas nacionais por meio de convites nas competições. Celebrando o impacto do evento, Luma já confirmou o retorno do torneio em Curitiba e a realização do Rio Ladies Open para a próxima temporada.
Curitiba recebe nesta semana a 1ª edição do Curitiba Open, um torneio de nível WTA 125 e o segundo principal torneio do Brasil. Quem está a frente do projeto é Luma Ramos, que faz parte da nova geração de brasileiros que trabalham para o crescimento do tênis brasileiro e, aos 28 anos, é a diretora mais nova de todo o circuito feminino.
Com a paixão pelo tênis que vem de família, Luma começou a carreira no esporte longe do Brasil. Após se formar em Negócios Internacionais nos Estados Unidos, ela trabalhou durante três anos no Miami Open.
"Eu cresci viajando para os maiores torneios do mundo, todos esses grandes, US Open, Wimbledon e Miami Open. Fui fazer faculdade no exterior em Miami e antes de me formar já tinha uma proposta para trabalhar no time comercial do Miami Open. Assumi as maiores contas do torneio e fiquei por três anos. Até a gente ter a possibilidade de trazer um WTA para o Brasil depois de sete anos", contou em bate-papo com o Tênis News ao repórter Pedro Melo.
A oportunidade de voltar para o Brasil veio quando o MundoTênis comprou as licenças para realizar torneios de nível WTA 125 do Brasil. Desde então, Luma já trabalhou na organização do Rio Ladies Open e do MundoTênis Open, em Florianópolis, antes de desembarcar para a experiência inédita em Curitiba.
"Quando o Mundo Tênis pegou as licenças do WTA 125 no Brasil, eu saí do Miami Open, emprego dos sonhos para quem ama do tênis, e resolvi embarcar com tudo nessa para engajar o tênis feminino brasileiro. São quatro anos que trabalhamos para desenvolver o tênis feminino no Brasil e trazer cada vez mais oportunidades para as jogadoras", destacou.
Para Luma, o grande objetivo dos torneios no Brasil é o desenvolvimento do tênis feminino. Um exemplo é a paulista Marjorie Souza, que encerrou a passagem pelo circuito universitário e iniciou a carreira no circuito.
Convidada da organização, Marjorie conquistou sua primeira vitória em WTA 125 sobre a argentina Berta Bonardi por 6/1 e 7/5 e fez uma boa partida diante da top 100, a britânica Francesca Jones nas oitavas de final.
"A escolha dos convites é sempre 100% da organização e vem a importância de ter torneios da WTA no Brasil. A nossa prioridade é 100% delas, sempre que eu posso, dou um convite para qualifying, chave principal ou duplas. A Marjorie ganhou um convite para a chave principal do Curitiba Open e fez uma estreia excelente. A primeira vitória dela em um torneio WTA 125", destacou a diretora.
Ainda com a primeira edição em andamento, Luma já garante o Curitiba Open para o ano que vem e também o retorno do Rio Ladies Open, o WTA 125 do Rio de Janeiro. "Posso dizer que o Curitiba Open volta para o Graciosa e tem mais alguns WTAs 125 pela frente", disse.
"Digamos que o do Rio, que foi um sucesso no ano passado, já tem uma semana garantida no ano que vem", finalizou a diretora.