João Fonseca, atual integrante do top 30 do ranking da ATP, concedeu entrevista ao jornal britânico The Guardian e assumiu, de forma objetiva, que tem como meta alcançar o topo do tênis mundial e conquistar títulos de Grand Slam.
Sem adotar um tom de euforia, Fonseca afirmou que o objetivo maior é construir uma trajetória própria no esporte, sem se prender a rótulos ou comparações com outros jovens que dominam o circuito. Para ele, o foco está no processo diário de evolução, ciente de que o desempenho em alto nível exige constância e maturidade.
A rápida ascensão chama atenção. Em cerca de um ano, o brasileiro saiu da 145ª posição para figurar entre os 30 melhores do mundo, desempenho que o colocou entre os principais nomes da nova geração do tênis masculino. Ainda assim, o jogador evita projeções externas e reforça que o futuro depende do trabalho contínuo dentro e fora das quadras.
Profissional desde 2023, João Fonseca nasceu no Rio de Janeiro, atua com a mão direita, mede 1,88m e é treinado por Guilherme Teixeira. Segundo o próprio atleta, a primeira participação no Australian Open marcou uma mudança perceptível na sua carreira, sobretudo pela maior visibilidade no Brasil, impulsionada pela evolução técnica e pela melhora no ranking.
Na temporada atual, ele retorna ao Australian Open em um cenário diferente. Pela primeira vez, entra como cabeça de chave e estreia contra o norte-americano Eliot Spizzirri, número 89 do mundo. No torneio anterior, foi eliminado na segunda rodada após um confronto equilibrado de cinco sets. Apesar de preocupações pontuais relacionadas a lesões recentes, o planejamento segue baseado em cautela e preparação física.
Os resultados sustentam o crescimento. Em 2025, Fonseca conquistou dois títulos de ATP: o Argentina Open, na categoria 250 e disputado no saibro, e o Basel Open, um ATP 500 em quadra dura indoor. Também venceu o ATP Next Generation Finals em 2024, soma três títulos de nível Challenger e um troféu de duplas. No juvenil, foi campeão do US Open em 2023. Até o fim da temporada de 2025, acumula 37 vitórias e 23 derrotas em torneios ATP, Grand Slams e Copa Davis, com aproveitamento de 67%, fechando o ano na 28ª colocação do ranking mundial e com triunfos sobre jogadores do Top 10, como Andrey Rublev, Stefanos Tsitsipas e Denis Shapovalov.