SBT dá 1º passo para garantir novo campeonato após perder a Sul-Americana

23 jun 2026 - 15h01

O SBT ainda está no meio da Copa — e já está jogando o próximo campeonato. A emissora de Osasco recebeu convocação da CBF para participar da licitação pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil.

Foto: RD1

A movimentação pega o mercado de surpresa pela velocidade: enquanto o Mundial ainda está em andamento, o SBT já articula nos bastidores a próxima peça do seu tabuleiro esportivo.

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A Sul-Americana acaba — e o SBT precisa de futebol

O dado que explica toda a estratégia está no calendário. O SBT perderá os direitos de transmissão da Copa Sul-Americana ao fim desta temporada — e a saída do torneio continental deixaria a emissora sem futebol regular na grade após o encerramento da Copa do Mundo.

Para uma emissora que acabou de provar, com números inéditos, que o futebol é o seu produto de maior impacto comercial — 22,5 milhões de pessoas na estreia do Brasil contra o Marrocos, crescimento de 322% na audiência nacional — abrir mão do gênero seria um retrocesso estratégico impensável.

A Copa do Brasil não é apenas um torneio. Para o SBT, ela é a resposta para a pergunta que o mercado vai fazer no ano que vem: "cadê o futebol?"

A Copa do Brasil é o alvo do SBT

A Copa do Brasil reúne uma série de atributos que fazem dela o substituto natural da Sul-Americana na grade do SBT:

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  • Presença garantida dos grandes clubes brasileiros — Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e outros gigantes entram na competição nas fases mais avançadas
  • Jogos em semana — faixa horária que o SBT domina melhor do que nos fins de semana
  • Apelo nacional — diferente de torneios internacionais, a Copa do Brasil mobiliza torcedores de todo o Brasil com times de todas as regiões
  • Formato mata-mata — gera tensão, imprevisibilidade e picos de audiência naturais a partir das oitavas de final
  • Público fiel ao futebol doméstico — o mesmo torcedor que o SBT quer manter na grade após o Mundial

Globo, Record e SBT: Disputa de três gigantes

A licitação aberta pela CBF coloca frente a frente três das maiores emissoras do país — cada uma com motivações e estratégias distintas para a Copa do Brasil:

Globo

A detentora histórica dos principais direitos do futebol brasileiro chega à licitação como favorita — mas sob pressão.

A fragmentação dos direitos esportivos que a Copa do Mundo evidenciou mostrou que o modelo de exclusividade está em xeque. A Globo vai brigar para manter o torneio, mas sabe que o mercado mudou.

Record

A emissora que ficou de fora da Copa do Mundo e apostou no entretenimento durante o Mundial agora enxerga na Copa do Brasil uma oportunidade de entrar definitivamente no mercado de direitos esportivos — e recuperar o terreno perdido no debate sobre futebol na TV aberta.

SBT

O candidato com maior urgência e motivação. A emissora que acabou de viver seu melhor momento esportivo em décadas não pode — e não quer — deixar o futebol sair da grade.

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A Copa do Brasil é a missão número um do SBT para o período pós-Mundial e pós-Sul-Americana.

O recado do SBT para o mercado

A entrada do SBT na licitação da Copa do Brasil é, antes de tudo, uma declaração de intenções.

A emissora quer mostrar para anunciantes, para a indústria do futebol e para o torcedor que o ciclo esportivo iniciado em 2020 será mantido.

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