São Paulo reduz número de lesões, mas sofre com desfalques de longa duração

Apesar da redução no número de ocorrências médicas em relação a 25, Tricolor enfrentou molhos prolongados, cirurgias e perdas importantes em 26

6 nov 2026 - 07h36
(atualizado às 07h36)
Resumo
Embora tenha reduzido o número total de lesões em 2026 em relação ao ano anterior, o São Paulo sofre com desfalques de longa duração. O time de Dorival Júnior enfrenta problemas físicos de maior gravidade, envolvendo ligamentos e tendões, com ao menos seis cirurgias no elenco — atingindo nomes cruciais como Lucas Moura e a maioria dos reforços recém-contratados. Esse tempo estendido de recuperação compromete diretamente as opções da equipe na reta final do Campeonato Brasileiro.
Cirurgias afastaram titulares e comprometeram o planejamento de Dorival –
Cirurgias afastaram titulares e comprometeram o planejamento de Dorival –
Foto: Erico Leonan / São Paulo FC / Jogada10

O São Paulo chegou aos últimos meses de 2026 com um problema que não aparece necessariamente na quantidade de lesões, mas no tempo de recuperação dos jogadores. Até outubro, o clube registrou 47 ocorrências relacionadas a problemas físicos, de acordo com levantamento de Alexandre Giesbrecht, do "Anotações Tricolores". O número fica abaixo dos 71 casos contabilizados ao longo de toda a temporada de 2025. Entretanto, a gravidade de algumas ocorrências ampliou o período de ausência de atletas importantes para Dorival Júnior.

A diferença também passa pelo perfil dos problemas médicos. Parte das ocorrências de 2026 envolveu lesões musculares, mas o elenco acumulou casos em estruturas como joelhos, tendões e ligamentos. Além disso, cinco registros contabilizados neste ano correspondem a problemas iniciados em 2025, de jogadores que começaram a atual temporada sem condições de atuar, entre eles Calleri, Ryan Francisco e André Silva.

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Cirurgias afastaram titulares e comprometeram o planejamento de Dorival –
Foto: Erico Leonan / São Paulo FC / Jogada10

Cirurgias ampliaram o período de desfalques no São Paulo

Lucas Moura enfrentou um dos afastamentos mais longos do ano. Em maio, o atacante rompeu o tendão calcâneo da perna direita e precisou passar por cirurgia. O procedimento o tirou de 21 partidas, antes de seu retorno aos gramados em outubro. Na sequência, Domingos Duarte rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito e também passou por cirurgia, com previsão de retorno apenas em 2027.

A lista de problemas cirúrgicos também inclui Nícolas Bosshardt, submetido a uma sutura no menisco do joelho esquerdo, e Aurélio Buta, que precisou de intervenção no menisco do joelho direito. Mais recentemente, o zagueiro Sabino entrou no grupo de atletas com indicação cirúrgica: o São Paulo anunciou um procedimento para reparar a cartilagem do joelho direito, programado para 4 de novembro. Com isso, o clube chegou a seis jogadores com procedimentos cirúrgicos registrados ou anunciados ao longo da temporada, considerando também Pablo Maia, que operou fraturas no nariz e na face em abril.

Outro ponto que chama a atenção está na última janela de transferências. Dos seis jogadores contratados pelo São Paulo no meio do ano, quatro já enfrentaram problemas físicos: Victor Sá, Newton, Aurélio Buta e Domingos Duarte. Victor Sá sofreu uma entorse no tornozelo e perdeu três partidas, enquanto Newton teve problemas na coxa. Já Buta e Domingos Duarte precisaram de cirurgias. A sequência reduziu as alternativas de Dorival justamente no período em que o clube buscava reforçar o elenco para a reta final do Brasileirão.

Marcos Antônio é o caso recente –
Foto: Erico Leonan/ São Paulo / Jogada10

Marcos Antônio pode virar mais um problema

O caso mais recente envolve Marcos Antônio, que pode não voltar a jogar em 2026. O volante sofreu um agravamento de uma lesão no tornozelo direito após atuar com dores e já desfalcou o Tricolor contra Bahia e Corinthians. De acordo com Dorival Júnior, o problema provocou uma lesão na região do ligamento e chegou a impedir o jogador de caminhar. O treinador informou que o departamento médico optou pelo tratamento convencional, sem necessidade de cirurgia.

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Durante a temporada, o São Paulo também promoveu mudanças na estrutura do departamento médico e na preparação física. Entre as medidas adotadas pela comissão técnica esteve o controle de carga, com atividades regenerativas ou internas para titulares no segundo dia após as partidas. O levantamento de 2026, portanto, reúne dois cenários distintos: menos ocorrências em relação ao total registrado no ano anterior e uma sequência de lesões que exigiram cirurgias ou afastamentos prolongados, com reflexos na disponibilidade do elenco ao longo do campeonato.

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