São Paulo entra na Justiça para cobrar valor milionário de ex-patrocinador

5 nov 2026 - 21h21
Resumo
O São Paulo acionou a Justiça para cobrar cerca de R$ 9 milhões de dois ex-patrocinadores após quebras de contrato. O clube exige R$ 1,34 milhão da Vitória Cup por parcelas não pagas após rescisão amigável. Já contra a Blue Saúde, a cobrança é de R$ 7,7 milhões por repasses pendentes e multas. A empresa de saúde contesta a ação, alegando que o Tricolor descumpriu prazos ao retirar a marca da camisa antes do previsto, e tenta evitar a penhora de bens. Ambos os processos aguardam desfecho judicial.

Dois contratos de patrocínio encerrados viraram uma disputa financeira para o São Paulo. O clube tenta recuperar cerca de R$ 9 milhões, segundo seus próprios cálculos. As cobranças envolvem a Vitória Cup e a Integra Assistência Médica, responsável pela Blue Saúde.

Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC / Gávea News

Os processos têm situações diferentes. Em um deles, houve reconhecimento da dívida e tentativa de parcelamento. No outro, a empresa contesta a cobrança do Tricolor.

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Com a Vitória Cup, o contrato de novembro de 2025 previa R$ 3 milhões até o fim de 2026. A marca apareceu no calção do time, mas os repasses pararam na segunda parcela, de R$ 500 mil. Em janeiro, o São Paulo suspendeu a exposição do patrocínio.

A organização alegou dificuldades financeiras após o adiamento de jogos. Em maio, as partes encerraram o vínculo e negociaram R$ 500 mil, divididos em dez parcelas. O clube afirma que nenhuma foi quitada. Por isso, passou a cobrar R$ 1,34 milhão, incluindo correção e multa.

A Blue Saúde patrocinava a parte traseira da camisa em um acordo de R$ 17,4 milhões, assinado em 2024. Até abril de 2025, foram pagos R$ 9,2 milhões. O São Paulo reivindica cinco parcelas pendentes, multa pelo rompimento, custas e honorários, que somam cerca de R$ 7,7 milhões.

A empresa sustenta que o São Paulo descumpriu o contrato. Segundo a defesa, a marca foi retirada do uniforme um dia depois da notificação, quando ainda havia um prazo de 14 dias para regularizar os pagamentos. Essa divergência faz parte da discussão judicial.

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Na tentativa de garantir o recebimento, o clube identificou três aplicações financeiras que somam R$ 114 mil e dois veículos. A Blue Saúde argumenta que as aplicações são reservas exigidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar e não poderiam ser penhoradas.

Os pedidos relacionados aos bens aguardam decisão. No processo da Vitória Cup, a Justiça determinou a citação dos devedores, mas a empresa ainda não apresentou defesa.

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