O São Paulo pode adiar para 2027 o acordo para mandar jogos no Pacaembu devido ao impasse sobre o gramado, já que o clube exige campo natural em vez do sintético. A busca por um local alternativo ocorre pela frequente indisponibilidade do Morumbi, reservado para grandes shows. Com as negociações paradas e a proximidade da eleição presidencial tricolor em dezembro, caberá à futura diretoria resolver os conflitos de calendário e definir uma solução para as partidas da equipe.
O São Paulo ainda não tem uma solução definida para os jogos que precisará transferir do Morumbi na próxima temporada. A tentativa de levar partidas ao Pacaembu perdeu força nas últimas semanas, e pessoas ligadas ao clube consideram que o tema pode ficar sob responsabilidade do próximo presidente, eleito na primeira quinzena de dezembro.
O principal obstáculo está no tipo de gramado. O Tricolor Paulista exige um campo natural para utilizar o Pacaembu, que conta com piso sintético. A administração do estádio, porém, precisa conciliar uma eventual substituição com os compromissos comerciais e a programação de eventos da arena. As tratativas estão paradas há semanas.
Morumbi continuará sujeito à agenda de shows
A busca por outro estádio ganhou importância diante das restrições no calendário do Morumbi. Neste ano, o São Paulo já transferiu quatro partidas para outros locais e também programou o Majestoso, em 4 de novembro, na Vila Belmiro. A sequência de eventos reduz as datas disponíveis para o futebol e obriga o clube a buscar alternativas.
O contrato com a Live Nation prevê ao menos quatro shows anuais no Morumbis. Para 2026, o planejamento tricolor apontava 12 apresentações, com expectativa de arrecadação líquida próxima de R$ 3 milhões por evento. O calendário do próximo ano ainda não foi divulgado oficialmente, mas já inclui dois shows do U2, marcados para 10 e 12 de março, perto das fases decisivas do Paulistão.
Enquanto o acordo com o Pacaembu não avança, o departamento de marketing trabalha para ajustar o calendário de eventos do Morumbi. De acordo com pessoas próximas ao clube, a renegociação de datas já reduziu o período em que o estádio ficará indisponível. A medida pode aliviar parte do problema, mas ainda não elimina a necessidade de planejar os jogos afetados.
Com a eleição presidencial prevista para dezembro, a definição sobre o Pacaembu depende também do andamento das conversas com a administração da arena. Sem consenso sobre a troca do gramado, o São Paulo corre o risco de iniciar 2027 sem fechar essa alternativa. A próxima gestão poderá, portanto, assumir a tarefa de decidir como o clube vai lidar com os conflitos entre partidas e grandes eventos.
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