O caos se instaurou no São Paulo nesta terça-feira (6) e a situação do tricolor ficou alarmante. Enquanto torcedores exigiram a renúncia de Julio Casares, o clube projetou a data da votação do impeachment. Segundo o jornalista Marcelo Braga, uma votação acontecerá no Conselho Deliberativo daqui a 30 dias.
Esse 'reboliço' se dá pela divulgação de possíveis irregularidades financeiras no São Paulo. A Polícia Civil investiga duas movimentações suspeitas no clube, sobre o recebimento de R$ 1,5 milhão por depósitos em dinheiro nas contas do presidente Julio Casares, além de 35 saques nas contas do clube totalizando R$ 11 milhões.
A gestão de Casares é contestada há um bom tempo, mas o ocorrido de hoje fez a torcida ficar revoltada. Por ora, não há indício de que o presidente do São Paulo deixará o cargo.
Na tarde de hoje, aconteceu uma reunião no Conselho Consultivo do Tricolor Paulista e a torcida são-paulina estendeu faixas de "Gestão Criminosa". O órgão, formado por ex-presidentes do clube e também do Conselho Deliberativo, não recomendou o impeachment do presidente Julio Casares.
Apenas José Carlos Ferreira Alves, membro da oposição, votou a favor da recomendação de saída.
Vale destacar que Conselho Consultivo é um órgão opinativo e não tem poder para afastar o presidente do São Paulo. O processo de impeachment, agora, passará pelo Conselho Deliberativo, que tem até o dia 6 de fevereiro votar a favor ou contra.
Sob pressão política, a realidade do São Paulo mostra que a temporada 2026 será de sobrevivência. O Campeonato Brasileiro é logo ali, mas a equipe tem o Paulistão para disputar antes. A estreia será contra o Mirassol, no domingo (11), às 20h30.