O presidente do São Paulo, Harry Massis Junior, e empresas das quais é responsável acumulam cerca de R$ 28,4 milhões em débitos relacionados a tributos e multas, conforme revelou uma reportagem exclusiva do SBT News, assinada pelo jornalista Marcos Guedes. De acordo com o levantamento, o total reúne cobranças feitas tanto pela União quanto pela Prefeitura de São Paulo.
Harry Massis é controlador de uma rede de estacionamentos no Centro de São Paulo e nos Jardins, e teve sua situação detalhada em uma apuração do SBT News. A reportagem foi produzida a partir de certidões e extratos oficiais da Procuradoria-Geral do Município e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. De acordo com a investigação, das sete empresas que Massis é sócio, seis estão em dívidas.
De acordo com a publicação, os R$ 28,4 milhões em pendências estão distribuídos entre R$ 10,3 milhões de débitos municipais das empresas, R$ 17,2 milhões de dívidas com a União e R$ 817,4 mil em IPTU de dois imóveis pertencentes a Harry Massis, valor que está sendo quitado por meio de parcelamento.
Segundo apuração da reportagem, a maior parte dos débitos municipais está relacionada ao ISS (Imposto Sobre Serviços), além de cobranças da Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos e multas aplicadas pelo não envio de informações exigidas pela legislação. Entre as empresas do grupo, a Massis Garagens concentra a maior fatia da dívida, com R$ 10,2 milhões em pendências. No âmbito federal, a apuração indica que as cobranças também atingem Harry Massis Junior como pessoa física. Dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) mostram que o presidente do São Paulo possui R$ 4,3 milhões inscritos na dívida ativa da União, distribuídos em 32 registros.
A reportagem do SBT News procurou as defesas das empresas do presidente Harry Massis Junior, que optaram por responderem através de uma nota oficial. O advogado Ricardo Raduan, especialista em direito tributário, foi o responsável pela emissão da nota.
"Os débitos apresentados na matéria, em sua grande maioria, estão parcelados e sendo pagos rigorosamente em dia. Os valores tiveram origem principalmente na pandemia e estão sendo quitados. Algumas dívidas ainda estão sendo discutidas administrativamente, fruto da complexidade da legislação tributária brasileira", disse Ricardo Raduan.