O Santos acumulou quatro punições de transfer ban na Fifa por dívidas rescisórias com o técnico Pedro Caixinha e três membros de sua comissão, totalizando cerca de R$ 15 milhões. Após tentar parcelamentos e ter recursos negados pela Corte Arbitral do Esporte, o clube está impedido de registrar novos jogadores por até três janelas de transferências. Para liberar os registros e evitar novas sanções, a diretoria precisará quitar integralmente os débitos com os profissionais demitidos.
O Santos enfrenta mais um problema fora de campo em meio à preparação para a sequência do Campeonato Brasileiro. O clube tem pendências financeiras relacionadas a contratações e a compromissos assumidos com antigos profissionais, que passaram a ser cobradas na Justiça esportiva.
Nesta sexta-feira (09), o Peixe chegou a quatro transfer bans ativos na Fifa por dívidas com integrantes da comissão técnica do ex-treinador Pedro Caixinha. As punições impedem o registro de novos jogadores e estão relacionadas a indenizações rescisórias que, somadas, chegam a aproximadamente R$ 15 milhões.
A primeira sanção foi registrada na quinta-feira (08), por uma dívida com José Francisco Belman Gonzales, preparador de goleiros que trabalhou no clube em 2025. O Santos precisa pagar 200 mil euros (cerca de R$ 1,1 milhão na cotação atual), acrescidos de juros de 5% ao ano desde abril de 2025, para resolver essa pendência específica.
As outras três punições foram registradas nesta sexta-feira e envolvem o próprio Pedro Caixinha e os auxiliares Pedro Malta e José Pratas. Os profissionais foram demitidos em abril de 2025, após a passagem do treinador por apenas 16 partidas no comando da equipe. Sem receberem as indenizações previstas nos contratos, eles acionaram a Fifa.
O Santos tentou negociar o parcelamento dos valores, mas não houve acordo. O clube recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS), última instância para esses casos, mas teve as decisões desfavoráveis mantidas. Com isso, não há possibilidade de novos recursos nessa instância para reverter as condenações.
Cada uma das quatro sanções tem duração prevista de três janelas de transferências. O Santos pode retirar os bloqueios ao quitar as dívidas que deram origem às punições. O clube ainda corre o risco de sofrer uma quinta sanção, relacionada a uma cobrança do preparador físico Guilherme Gomes.
O cenário aumenta a pressão sobre a diretoria santista, que precisa administrar as pendências financeiras e planejar a próxima temporada sem poder registrar reforços enquanto as restrições estiverem ativas. Além disso, o clube enfrenta cobranças de outras equipes por valores ligados a negociações de jogadores, ampliando a lista de compromissos que precisam ser resolvidos.