A saída de Adonis Frías para o Atlas, do México, abriu uma lacuna na defesa do Santos, mas também pode transformar o papel de Willian Arão no elenco. O volante, que já atuou improvisado como zagueiro nos últimos jogos, aparece como principal candidato a receber mais minutos na posição.
Arão foi utilizado por Cuca nas partidas contra Macará, do Equador, e Vasco. A experiência agradou à comissão técnica e ganhou ainda mais importância diante das limitações do elenco santista.
Arão mostra que pode ser mais do que volante
Embora tenha chegado ao Santos com a função principal de atuar no meio-campo, Willian Arão possui experiência como zagueiro. No Flamengo, em 2020, foi campeão brasileiro jogando na defesa sob o comando de Rogério Ceni.
Willian Arão (Foto: Raul Baretta/ Santos FC)
No Santos, a adaptação ganhou um capítulo curioso: os dois primeiros gols marcados pelo jogador com a camisa alvinegra aconteceram justamente quando ele estava atuando como zagueiro.
A saída de Frías, portanto, pode consolidar uma alternativa que já vinha sendo utilizada por Cuca. Com o transfer ban impedindo a chegada de reforços, a versatilidade do elenco se tornou ainda mais importante.
Cuca tem poucas opções disponíveis
Para o duelo decisivo contra o Macará, nesta quinta-feira, às 19h, no Equador, Cuca conta com Arão, Luan Peres e os jovens João Ananias e João Alencar para a posição.
O cenário exige cuidado, principalmente porque o Santos precisa administrar as opções disponíveis em uma sequência de jogos importantes. A comissão técnica também trabalha com a expectativa do retorno de Lucas Veríssimo.
O zagueiro está na fase final de transição física após se recuperar de uma lesão muscular na panturrilha esquerda. Ele não entra em campo desde o empate sem gols com o Remo, em 1º de agosto.
A transferência de Adonis Frías deixa uma vaga importante no sistema defensivo, criando espaço para que Arão assuma um papel mais relevante na defesa.