A Corte Arbitral do Esporte (CAS) condenou nesta segunda-feira (12) o Santos pela dívida na contratação do zagueiro João Basso. O clube tem 45 dias para pagar pouco mais de 2,6 milhões de euros (cerca de R$ 16,5 milhões na cotação atual), ao Arouca (Portugal). Caso o valor não seja quitado, o Santos poderá sofrer um novo transfer ban. As informações são do "ge".
Não há mais possibilidade de recurso. O clube se pronunciou por meio de nota, classificando a dívida como "herança de gestões passadas" e afirmando que continuará o trabalho de reorganização da atual diretoria.
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João Basso chegou ao Santos em 2023, contratado pela gestão de Andrés Rueda. O zagueiro participou do ano da queda do clube para a Série B e integrou o elenco que disputou a segunda divisão em 2024. Com a equipe, Basso conquistou acesso à Série A e o título da competição. Já na temporada 2025, o defensor perdeu espaço entre os titulares de Juan Pablo Vojvoda. Basso, inclusive, tem ficado frequentemente fora da lista de relacionados para partidas.
Vale lembrar que o Santos já sofreu transfer ban pela Fifa. O caso aconteceu em 2024, após ação movida por um auxiliar da comissão técnica de Fabián Bustos, que comandou o Peixe em 2022. À época, o Peixe ficou impedido de registrar novos jogadores por três janelas. A dívida, que girava em torno de R$ 6 milhões, acabou reduzida para R$ 4 milhões e quitada no mesmo ano.
Entenda o que é o transfer ban e como ele pode prejudicar o Santos
O transfer ban é uma sanção imposta, geralmente pela Fifa, que impede um clube de registrar novos atletas por um determinado período. O clube até pode negociar ou contratar jogadores, no entanto, fica impossibilitado de inscrevê-los oficialmente para disputar competições. A sanção, portanto, é consequência direta de falta de planejamento e desorganização financeira — problemas crônicos no futebol brasileiro.
Nos últimos meses, clubes como Botafogo, Corinthians e Grêmio foram afetados com a sanção. A punição afeta diretamente o rendimento em campo. Afinal, sem poder registrar reforços, o clube perde competitividade, sobrecarrega o elenco existente e vê seu planejamento de temporada ruir. Além disso, o desgaste fora das quatro linhas aumenta, a imagem do clube se deteriora e a relação com investidores fica mais frágil. e leia reportagem especial do Jogada10 sobe o assunto.
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