O ex-jogador Elano foi apresentado, na última terça-feira (03), como novo gerente de base do Santos.
De acordo com o ex-meio-campista, que estava exercendo a função de coordenador técnico no Guarani desde maio de 2025, ele pediu autonomia a Marcelo Teixeira, presidente do Alvinegro Praiano, para que pudesse tomar decisões referentes às categorias de base do clube.
"Minha função é basicamente organizar, preparar e executar. Acredito no modelo de liderança de delegar funções. Temos que organizar, executar e ver se os meninos estão bem. Eu pedi para ter autonomia para tomar decisões e estou tendo. Foi por isso também que aceitei o convite. Acho que temos boas peças e dentro disso temos que nos organizar para oferecer estrutura e revelar atletas de forma saudável", disse Elano.
Durante a apresentação, o ex-jogador comentou que ainda precisa fazer um diagnóstico com ajuda de Léo Bastos, responsável por auxiliar na transição dos atletas entre a base e o profissional, antes de tomar qualquer decisão.
"O diagnóstico está sendo feito e ainda não estive no profissional para entender o que eles precisam. O processo funciona de lá para cá. O Léo faz parte disso, e eu serei esse elo. Primeiro, é preciso concluir esse diagnóstico. Quero aprimorar o processo com os jogadores e transmitir os valores que o clube sempre teve. É importante cuidar desse lado humano e formar atletas dentro das características do clube. Temos peças para isso. Ainda é cedo para confirmar tudo o que vou fazer, pois preciso consolidar esse diagnóstico. Assim que eu tiver, vocês estarão acompanhando. Quero organizar e contar com Léo, Gustavo e Mattos para ajudar lá em cima, porque esse é o meu objetivo", revelou.
Durante a apresentação, Elano também disse que, neste momento, não pretende seguir carreira como técnico:
"A gaveta de treinador, no momento, está fechada. Convivi com treinadores, conheço alguns. É uma vida muito dura. Devíamos respeitar mais a cadeira do treinador. O cara não tem vida. Eu chegava em casa e conversava com a minha esposa por 20 minutos só. Perdia o sono pensando no time. A decisão de não ser treinador foi pela minha família. Hoje consigo ter a noite em casa, conversar com minhas filhas, minha esposa. Foram 21 anos que eles me abraçaram ao longo do tempo."