Após o empate com o Bahia sob chuva na Vila Belmiro, o técnico Cuca revelou que o elenco do Santos também sofre com buracos e desníveis nos campos do CT Rei Pelé. Ciente de que o piso irregular prejudica o time, a diretoria santista admitiu o desgaste das estruturas e planeja investir mais de R$ 11 milhões entre dezembro e janeiro para instalar gramados híbridos no estádio e no centro de treinamento. Até lá, a equipe continuará mandando seus jogos em casa, a começar pelo clássico contra o Palmeiras.
O gramado da Vila Belmiro voltou ao centro das atenções depois do empate entre Santos e Bahia, no sábado (24). A chuva provocou acúmulo de água em diferentes áreas do campo e dificultou a circulação da bola. Dessa forma, as equipes passaram a recorrer com mais frequência a lançamentos longos e disputas físicas, em uma partida marcada pelas limitações impostas pelo piso.
O problema, porém, não se limita aos dias de jogo. Na entrevista após o confronto, o técnico Cuca revelou que a equipe principal também encontra dificuldades com as condições dos gramados utilizados no CT Rei Pelé. Ao comentar o cenário, o treinador afirmou que já está acostumado a trabalhar nessas condições e pediu aos jogadores que não concentrem suas reclamações apenas no campo da Vila.
Treinos do Santos também são afetados
A declaração de Cuca trouxe à tona uma questão que envolve a preparação diária do elenco. De acordo com informações do portal "ge", o campo usado pela equipe profissional no CT apresenta buracos e desníveis. O treinador também observou que jogadores com maior qualidade técnica podem encontrar dificuldades para executar passes e dribles quando a bola não rola de maneira regular.
"Eu vou falar uma coisa que vai parecer piada: eu treino em campo ruim. Então não faz mal eu jogar em campo ruim. Eu já estou adaptado. Eles vão reclamar e eu peço para não reclamarem. Sou adepto de um pensamento: o campo ruim favorece o jogador técnico. O cara que não tem técnica já domina a bola mal no campo bom, imagina no campo ruim. O jogador bom tem o dom de, no campo ruim, arrumar uma bola errada. Não estou defendendo campo ruim, mas falo para eles não ficarem chorando, porque é isso aí que a gente tem" Cuca.
Na Vila Belmiro, a chuva evidenciou as limitações do sistema de drenagem. Mesmo depois de o volume de água diminuir, as poças continuaram interferindo na partida. Durante o intervalo, funcionários precisaram retirar parte da água acumulada com rodos. O cenário dificultou a construção das jogadas e alterou as condições de jogo para Santos e Bahia.
Posicionamento da diretoria
A diretoria alvinegra reconhece que o gramado do estádio chegou ao limite. O campo passou por manutenção em junho, com replantio, ajustes na densidade da grama e nivelamento com areia, mas as medidas não resolveram os problemas de forma definitiva. Conforme o planejamento divulgado pelo clube, uma troca integral deverá ocorrer entre o fim de dezembro e o início de janeiro, durante a pausa do calendário.
O projeto prevê a instalação de um gramado híbrido, que combina grama natural com fibras sintéticas para reforçar a estrutura do campo. A reforma também deve alcançar gramados do CT Rei Pelé, onde os problemas afetam a rotina de preparação. O custo estimado para a substituição dos campos é superior a R$ 11 milhões, e o clube chegou a buscar alternativas de financiamento para viabilizar as obras.
Enquanto a temporada não termina, o Santos seguirá utilizando a Vila Belmiro para os compromissos restantes. A próxima partida em casa será o clássico contra o Palmeiras, nesta quarta-feira (28), às 19h30 (de Brasília), pelo Brasileirão.
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