Quanto o Paysandu arrecadou na Série C de 2026? Veja

Papão somou R$ 3,4 milhões em renda líquida como mandante

15 out 2026 - 06h25
(atualizado às 06h25)
Resumo
O Paysandu fechou a Série C de 2026 como o segundo clube em arrecadação, somando R$ 3,4 milhões em renda líquida em 13 jogos como mandante, superado apenas pelo Santa Cruz. O torneio teve apenas nove equipes com saldo positivo de bilheteria. Apesar do bom faturamento com o público e de um superávit parcial no ano, o valor não garante investimentos futuros imediatos, servindo para equilibrar o passivo do clube, que não conquistou o acesso e precisará gerir custos para a temporada de 2027.

O Paysandu fechou a Série C do Campeonato Brasileiro de 2026 com R$ 3,4 milhões em renda líquida como mandante, somados em 13 partidas. O clube terminou em segundo lugar no ranking de arrecadação, atrás apenas do Santa Cruz, com média de R$ 261,7 mil por jogo.

Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ X @Paysandu
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ X @Paysandu
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ X @Paysandu / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que a renda líquida de bilheteria não representa o lucro total do futebol nem garante recursos disponíveis para contratações. O valor é apenas uma parte das finanças do Paysandu, que também precisa cobrir salários, logística e outras despesas.

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Santa Cruz arrecada mais por partida

O Santa Cruz, por exemplo, liderou o ranking com R$ 3.867.234,32 em 11 jogos como mandante. A diferença para o Paysandu foi de R$ 464.741,49, embora o Papão tenha disputado duas partidas a mais em casa.

A média pernambucana chegou a R$ 351.566,76 por jogo, aproximadamente R$ 89,8 mil acima da bicolor. A comparação mostra que o Paysandu conseguiu acumular receita relevante, mas teve rendimento médio inferior ao principal concorrente nesse indicador.

Dos 20 participantes da Série C do Campeonato Brasileiro, apenas nove terminaram com renda líquida acumulada positiva, segundo o levantamento. O dado reforça que a capacidade de mobilizar público não elimina os custos envolvidos na realização das partidas.

Bilheteria diante das contas do clube

O contexto financeiro amplia a importância dessa arrecadação. Em 2025, por exemplo, o Paysandu registrou receitas de R$ 69,5 milhões e terminou o exercício com déficit de aproximadamente R$ 2,17 milhões.

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O passivo caiu de R$ 67,6 milhões para R$ 66,6 milhões, mas as dívidas trabalhistas subiram para R$ 28 milhões. De janeiro a julho de 2026, o clube teve superávit de R$ 6,49 milhões, com 86% das receitas ligadas ao futebol profissional e de base.

O que os R$ 3,4 milhões representam para 2027?

A renda líquida da Série C do Campeonato Brasileiro é um indicador relevante de arrecadação, mas não pode ser somada automaticamente às receitas dos balancetes sem verificar os critérios contábeis e o período de reconhecimento.

Para 2027, o Paysandu precisará transformar a força da torcida em receita previsível e equilibrar os custos do futebol. O orçamento deve considerar a Série C, sem depender da bilheteria como substituta de patrocínios e outras fontes de financiamento.

O Paysandu ficou entre os principais arrecadadores da Série C, mas não conquistou o acesso. A força da torcida é um ativo importante, cujo impacto financeiro dependerá do controle das despesas e das obrigações do clube.

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