Rede Globo vai realizar teste jamais feito no Brasil no estádio do Palmeiras

11 out 2026 - 17h56
Resumo
A Rede Globo e a Claro realizarão um teste inédito no Brasil no Nubank Parque, arena do Palmeiras, transmitindo vídeos com câmeras sem fio via rede privativa 5G em ondas milimétricas de 24 GHz para eliminar cabos no gramado. A emissora avaliará um modelo de custos compartilhados com a operadora, comparando-o ao do Maracanã. A novidade coincide com a nova fase do estádio paulista, que teve seus naming rights adquiridos pelo Nubank e passa a ter o BTG Pactual como acionista majoritário da gestão.

A Rede Globo está planejando realizar uma prova de conceito (PoC) com a Claro no Nubank Parque, arena do Palmeiras e palco de shows na zona oeste de São Paulo. A iniciativa prevê o teste de transmissão de vídeo utilizando câmeras 5G sem fio conectadas a uma rede privativa em ondas milimétricas na faixa de 24 GHz, um experimento inédito com essa tecnologia no país. O objetivo da emissora é eliminar a necessidade de cabeamento no gramado do estádio.

Foto: Nubank Parque ( Divulgação/Palmeiras) / Gávea News

A informação foi detalhada pela diretora de infraestrutura de telecom da Globo, Carolina Duca, durante o Futurecom Leader Congress 2026. A previsão é que os testes ocorram ainda este ano, assim que a operadora concluir a implementação da infraestrutura necessária.

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Em agosto, a administração do Nubank Parque firmou parceria com a Claro para ser sua provedora de rede híbrida (pública e privativa), incluindo o padrão 5,5G em ondas milimétricas (mmWave).

Por meio deste teste, a Globo busca avaliar o modelo de negócios de compartilhamento de custos proposto pela Claro, no qual a operadora divide os valores de implementação com a emissora. Esse formato será comparado ao modelo adotado no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, onde a própria Globo custeou e gerencia a infraestrutura privativa em frequência de 3,7 GHz (com licença temporária da Anatel).

No Maracanã, o uso do 5G privativo reduziu o tempo de instalação das câmeras de uma semana para dois dias.

Atualmente, a emissora opera cinco câmeras 5G na arena carioca e pretende expandir para dez até o final de 2026, viabilizando o primeiro jogo com cobertura completa via 5G privativo e apenas uma câmera cabeada como alternativa de segurança.

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A realização dos testes tecnológicos ocorre em meio a transformações recentes no comando e na identidade do estádio palmeirense. Em abril, o Nubank adquiriu os direitos de nome da arena, antes conhecida como Allianz Parque por cerca de 12 anos. Após uma votação pública com a participação de torcedores e clientes, a opção "Nubank Parque" foi a vencedora com 47,5% dos votos, superando "Nubank Arena" e "Parque Nubank", resultando na implementação da nova identidade visual em julho.

O contrato de naming rights envolve um montante estimado em R$ 50 milhões por ano, podendo somar R$ 900 milhões até o ano de 2044.

Além da alteração de nome, o controle operacional da arena também passou por mudanças significativas. O banco BTG Pactual fechou acordo com a WTorre para se tornar o acionista majoritário da sociedade operadora do estádio. A movimentação teve início em 2024, quando a Enforce, gestora de créditos do BTG, adquiriu cerca de R$ 650 milhões em dívidas da construtora junto ao Banco do Brasil.

A transação ainda depende da aprovação do CADE, enquanto a WTorre permanecerá como acionista relevante e o contrato de direito de superfície com o Palmeiras até 2044 continuará válido.

Desde a sua inauguração em novembro de 2014, o local consolidou-se como um dos principais palcos de eventos do país, somando mais de 17,7 milhões de frequentadores em 2,3 mil eventos.

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