O Palmeiras terá pela frente, na final do Campeonato Paulista, o adversário que protagonizou a pior derrota da era Abel Ferreira. Ainda na primeira fase, o Novorizontino aplicou 4 a 0 no Verdão, resultado que pesou diretamente para garantir ao time do interior a melhor campanha geral e o direito de decidir o título em casa.
Na ocasião, Abel utilizou o estadual como parte do planejamento físico da temporada. Por isso, mandou a campo uma formação alternativa no estádio Jorge Ismael de Biasi.
O Novorizontino não desperdiçou a oportunidade. Robson, artilheiro do campeonato com sete gols, balançou a rede três vezes. Hélio Borges completou a goleada. No segundo tempo, Abel promoveu mudanças, mas nada alterou o panorama da partida. Após o confronto, o treinador adotou tom reflexivo.
"Às vezes na vida precisamos de derrotas para abrir os olhos. E esta foi uma delas", resumiu Abel Ferreira.
O que mudou no Palmeiras
Desde aquele tropeço, o elenco passou por ajustes. Raphael Veiga e Bruno Rodrigues deixaram o clube, enquanto Riquelme voltou a atuar pelo sub-20. Duas semanas depois, Abel encontrou a formação considerada ideal.
Com a base atual, o Palmeiras engatou seis vitórias consecutivas, somando compromissos pelo Paulista e pelo Brasileirão. Aliás, o desempenho contrasta com o cenário da goleada sofrida, que gerou forte cobrança da torcida e até muros pichados no Allianz Parque.
"Representar o Palmeiras requer muita responsabilidade, sabemos disso. E sabemos que independente de quem jogar, contra quem for, onde for, a cobrança é sempre a mesma", citou o treinador.
Finalista pela sétima vez consecutiva, o Palmeiras tenta conquistar o 27º troféu estadual. Assim, o primeiro jogo da decisão ocorre na Arena Crefisa Barueri. Já a partida de volta será disputada novamente no estádio Jorge Ismael de Biasi, casa do Novorizontino.
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