Palmeiras e Novorizontino começam a decidir o Campeonato Paulista nesta quarta-feira, às 20h (de Brasília), na Arena Crefisa, em Barueri. É a sétima final consecutiva dos palmeirenses e a primeira do time de Novo Horizonte na nova era do clube, iniciada em 2010.
Mesmo com a diferença entre os dois times, Abel Ferreira evitou qualquer discurso de "já ganhou". O português defende o trabalho "além do resultado". "Dá muito trabalho para chegar à final, mas não vivo atrás de resultados. Procuro dar o meu melhor para tirar o máximo de rendimento dos meus jogadores. Não consigo dizer se vamos ganhar sempre. Foco no que controlo. Já perdi e já ganhei muito. É manter o equilíbrio e a confiança no que acredito e nos processos. No futebol, não temos certeza de nada".
Abel ainda elogiou a equipe adversária, comandada por Enderson Moreira. "É uma equipe que não perdeu em casa, muito bem treinada e competitiva. Não chegou à final por acaso. Estamos mais do que avisados. Será uma grande final", projetou o técnico.
Novorizontino desafia Palmeiras 16 anos após renascimento
É a primeira final do Novorizontino em sua "nova era". Vice-campeão em 1990, quando perdeu para o Bragantino de Vanderlei Luxemburgo, o clube encerrou as atividades em 1999 e foi refundado em 2010.
Oficialmente, o clube é outro e, desde 2023, é uma SAF. No campo simbólico, porém, o Novorizontino carrega o legado daquela equipe. Com o título ou não, esta já é a melhor campanha do Novorizontino no Paulistão na sua nova era.
A campanha de 2026 é muito celebrada e serve de combustível para a disputa da Série B do Brasileirão, após três anos em que o Novorizontino fica "no quase". "Estamos fazendo um campeonato muito digno, e isso não é por acaso. Muitas vezes falam sobre a vantagem de decidir em casa, mas isso foi conquistado com a melhor campanha. Aqui também tem trabalho, estudo, dedicação, leitura de jogo e organização para competir contra esses gigantes", disse Enderson Moreira.
Para a decisão, o técnico não terá uma das principais referências técnicas da equipe. O meia Rômulo pertence ao Palmeiras. Seria necessário pagar R$ 1 milhão por jogo para que o Novorizontino pudesse escalá-lo. Houve tentativa de negociação, mas a diretoria alviverde não abriu mão da multa.
Confronto tem retrospecto positivo do Palmeiras e é inédito em final
Será a primeira vez que Palmeiras e Novorizontino se enfrentam em uma final. O duelo já aconteceu cinco vezes em mata-matas, a partir de 2010. Todos foram vencidos pelos palmeirenses.
A primeira foi em 2017, nas quartas de final, com duas vitórias do Palmeiras (3 a 1 e 3 a 0). No ano seguinte, na mesma fase, foram dois novos triunfos expressivos (3 a 0 e 5 a 0).
Em 2019, o Novorizontino até conseguiu um empate por 1 a 1, mas sofreu nova goleada, por 5 a 0. A semifinal de 2024 foi mais equilibrada, com vitória do Palmeiras por 1 a 0. Naquele ano, o time alviverde conquistou o tricampeonato consecutivo.
Outro tabu no caminho do Novorizontino é que o Palmeiras está invicto há 10 jogos na Arena Crefisa. São nove vitórias e um empate. Como mandante (incluindo também o Allianz Parque) a sequência de invencibilidade chega a 22 partidas.