Felipão: "se fosse outro, já teria sido demitido há dois meses"

13 set 2012 - 01h34
(atualizado às 08h18)
André Naddeo
Marcus Pinto
Direto do Rio de Janeiro

O técnico Luiz Felipe Scolari, como não poderia deixar de ser, se mostrou bastante abatido na conversa com os jornalistas, após a 14ª derrota do Palmeiras no Campeonato Brasileiro - o revés diante do Vasco, por 3 a 1, em São Januário, deixou a equipe alviverde na vice-lanterna, como apenas 20 pontos, e sete atrás do Flamengo, o primeiro.

Certamente insatisfeito com o Palmeiras, Felipão viu seu time virar o penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro
Certamente insatisfeito com o Palmeiras, Felipão viu seu time virar o penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro
Foto: Mauro Pimentel / Terra

Felipão admitiu que, por toda a sua história e dedicação ao que chamou de "instituição Palmeiras", continua como comandante do Palmeiras e disse que se fosse outro treinador em seu lugar, já teria levado, certamente, o "cartão vermelho" da diretoria. "É verdade, no mínimo há dois meses. Esse é o raciocínio lógico dos clubes brasileiros", lamentou.

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Após deixar o campo, onde concedeu entrevista coletiva, rumo ao vestiário, Scolari avisou que terá uma conversa ainda nesta madrugada com o presidente, Arnaldo Tirone. "Não sei se meu futuro está em pauta", ponderou. "Tentamos de todas as formas, vamos conversar para tentar mudar algo. Vamos agora para um restaurante para conversar", completou.

Campeão da Copa do Brasil este ano, o primeiro título de expressão do Palmeiras após a conquista da Libertadores da América de 1999, também sob seu comando, o treinador mostrou desânimo com a continuidade do seu trabalho na tentativa de animar os jogadores. "Já propus sair sem multa, mas continuei trabalhando. O desânimo e a tristeza faz com que providências sejam tomadas. É preciso motivar os jogadores", completou.

Felipão afirmou ainda que nem a oportunidade de vencer um clássico diante do arquirrival Corinthians, no próximo domingo, pode ser uma chance de elevar a autoestima do elenco. "Nosso problema é ponto, e não os rivais. Precisamos ganhar e somar pontos", ressaltou. "Não temos mais muito tempo (para reverter a situação). Vamos nos reunir para ver o que pode ser feito", finalizou.

Fonte: Terra
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