Em julgamento de recurso, TJD-SP mantém punição de 180 dias a Dudu

20 jul 2015 - 21h11
(atualizado às 21h40)

O Palmeiras e o atacante Dudu sofreram mais uma derrota no Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, desta vez no julgamento do recurso da punição sofrida pelo atleta. Na noite desta segunda-feira, o TJD decidiu pela manutenção da pena de 180 dias ao jogador - além de ainda cumprir um jogo no Paulista de 2016. Ainda resta ao clube um recurso ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva para liberar o atleta, que não esteve no julgamento na Federação Paulista de Futebol.

A suspensão foi aplicada por conta do empurrão dado pelo atacante no árbitro Guilherme Ceretta de Lima, durante a segunda partida da decisão do Campeonato Paulista, contra o Santos, em maio. O departamento jurídico do Palmeiras tentou desqualificar o caso de agressão para ato hostil, mas não obteve êxito.

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No recurso apresentado, o Palmeiras incluiu um estudo biomecânico, inclusive com a velocidade da ação de Dudu, para alegar que o caso não se configurou uma agressão. "O Ceretta teve um deslocamento de 32 centímetros para o lado. Se o filho de vocês o empurrasse, seria superior a isso", justificou o advogado do Palmeiras, André Sica, que ainda completou. "O empurrão foi de 3 km/h".

O clube ainda citou os episódios dos corintianos Petros e Guerrero e do zagueiro Thiago Heleno para defender Dudu, por serem casos envolvendo arbitragem que não foram apenados com 180 dias. Além disso, o departamento jurídico alviverde colocou no apelo outras súmulas como exemplos, nas quais as arbitragens foram mais contundentes ao relatar agressões. Porém, a maioria dos auditores entendeu que o caso foi sim uma agressão.

A partida contra o Santos foi realizada no dia 3 de maio, quando o atacante foi expulso aos 17 minutos do segundo tempo, junto com o santista Geuvânio. O palmeirense ficou revoltado com o cartão vermelho e empurrou o árbitro, que relatou o caso na súmula.

Assim, em julgamento em primeira instância realizado em 18 de maio, Dudu foi punido com 180 dias de suspensão, pois seu caso havia sido enquadrado como agressão. O Palmeiras, então, entrou com recurso e conseguiu um efeito suspensivo, que passou a valer apenas 15 dias depois, deixando o atleta fora dos jogos contra Goiás, Corinthians e ASA.

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O atacante voltou a ficar liberado em 3 de junho, confirmando seu lugar entre os titulares e mostrando uma evolução em campo desde a chegada do técnico Marcelo Oliveira.

Gazeta Esportiva
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