João Carlos Mansur formalizou uma licença de 90 dias dos cargos que ocupa no Palmeiras, tanto no Conselho Deliberativo quanto no Conselho de Orientação e Fiscalização (COF). O afastamento ocorre em meio a investigações que envolvem a Reag Investimentos, empresa da qual é fundador e ex-CEO.
A Reag é alvo de uma ampla apuração conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, no âmbito da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2025. A investigação mira um suposto esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis. Além disso, a empresa também acabou sendo atingida, em janeiro, pela segunda fase da Operação Compliance Zero. Esta apura irregularidades no sistema financeiro e a atuação de agentes ligados à antiga estrutura da gestora em um esquema envolvendo o Banco Master.
Segundo as apurações, a Reag teria participado da estruturação e administração de fundos suspeitos de movimentações atípicas de recursos. Por esse motivo, Mansur aparece entre os investigados, na condição de fundador e ex-executivo da companhia.
Nos bastidores do clube, a possibilidade de licença já vinha sendo debatida por conselheiros e foi comunicada ao presidente do Conselho Deliberativo, Alcyr Ramos. Assim, o afastamento foi formalizado por e-mail ao órgão. Aliás, Mansur ressaltou que as investigações têm caráter pessoal e não envolvem o Palmeiras.
Assim, com a licença temporária, o Conselho Deliberativo terá a posse de um suplente da mesma chapa para o período. Conforme informou a presidência do órgão, Fernando Dedivitis assumirá a função. Já no COF, que conta com sete suplentes, haverá revezamento para suprir a vaga deixada durante os 90 dias de afastamento.
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