BTG assume gestão do estádio do Palmeiras até 2044; saiba detalhes

Banco terá participação na operação da arena ao lado da WTorre, que permanecerá como sócia minoritária

23 set 2026 - 01h04
Resumo
O BTG Pactual firmou acordo com a WTorre para assumir o controle da gestão do estádio do Palmeiras, o Nubank Parque, até 2044, deixando a construtora como sócia minoritária. A transação, ligada à dívida de R$ 650 milhões da WTorre com o banco, depende de aprovação do Cade. A operação e a equipe do local não sofrerão mudanças, e os contratos com patrocinadores, produtores e os repasses financeiros ao Palmeiras seguem mantidos integralmente.

O BTG Pactual chegou a um acordo com a WTorre para participar da gestão do estádio do Palmeiras até 2044. O banco passará a dividir a operação da arena com a construtora, que permanecerá na sociedade, mas terá participação minoritária.

Foto: Thiago Fatichi/ Allianz Parque
Foto: Thiago Fatichi/ Allianz Parque
Foto: Thiago Fatichi/ Allianz Parque / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que o pré-contrato firmado entre as empresas foi encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável pela análise do negócio. A conclusão da operação depende das etapas previstas no processo de aprovação.

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A mudança ocorre meses após a arena deixar de se chamar Allianz Parque. Em abril, a WTorre vendeu os naming rights ao Nubank, que passou a batizar o estádio como Nubank Parque, com aval do BTG, que já estudava participar da gestão.

Dívida da WTorre está ligada ao negócio

A aproximação entre o banco e a construtora também tem relação com a dívida contraída pela WTorre para a construção da arena. Em 2024, a Enforce, gestora de créditos do grupo BTG, adquiriu do Banco do Brasil uma dívida da construtora estimada em R$ 650 milhões.

O compromisso financeiro está relacionado aos investimentos realizados para a construção do estádio, inaugurado em 2014. Com o novo acordo, o BTG passa a integrar a estrutura societária responsável pela operação da arena.

Operação do estádio não terá mudanças

Apesar da alteração na composição da sociedade, a rotina do estádio permanecerá a mesma. A WTorre continuará representada no conselho de administração, enquanto os contratos já firmados com patrocinadores e produtores de eventos serão mantidos.

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A equipe de operação também será mantida, com Marcelo Frazão à frente da gestão. O Palmeiras não participou do acordo e mantém contrato de direito de superfície que permite à WTorre administrar o estádio até 2044.

O acordo mantém os repasses ao Palmeiras. Nos cinco primeiros anos, o clube recebeu 5% das receitas; desde novembro de 2024, o percentual passou a cerca de 15%. Em 2044, poderá assumir a operação ou buscar outro gestor.

Arena ultrapassa 9 milhões de torcedores

Em 2026, por exemplo, a arena ultrapassou 9 milhões de espectadores em jogos do Palmeiras. A marca foi alcançada na 357ª partida do estádio, na vitória por 3 a 0 sobre o Santos, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

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