Após empatar no tempo normal e superar o Fluminense nos pênaltis com defesa de Carlos Miguel, o Palmeiras garantiu vaga em sua oitava final de Libertadores, a quarta sob o comando de Abel Ferreira. Na coletiva, o treinador português destacou o feito de normalizar o difícil acesso frequente às decisões e revelou que não assistiu às penalidades por ter um protocolo próprio, afirmando que a intensidade emocional desse momento decisivo não pode ser replicada durante os treinamentos da equipe.
Desde que chegou ao Palmeiras, Abel Ferreira já soma quatro finais de Libertadores. Afinal, o treinador viu a equipe paulista superar o Fluminense nas penalidades máximas e garantir a vaga na decisão. Na coletiva de imprensa, o comandante português ressaltou que o Alviverde normalizou algo muito difícil que é chegar com frequência à finalíssima do torneio.
"A verdade é que ando a tentar bater os próprios recordes e vocês fazem questão de lembrar que não sou bom o suficiente. Sempre procuro minha melhor versão. Queremos ganhar, é um grupo completamente diferente, muito mais jovem do que há dois anos. Nossos atletas estão preparados, normalizamos algo muito difícil, chegar na final da Libertadores.", disse.
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Por outro lado, o treinador revelou que não sente a mesma euforia das primeiras conquistas. Isso ocorre justamente por causa da pressão por resultados e títulos que vive o Verdão, algo que fez com que a final fosse algo normal.
"Pensei que depois de ganhar a primeira seria mais feliz, e é exatamente o contrário, tudo cada vez mais pesado, como se tivesse obrigação de ganhar, como se o Palmeiras tivesse obrigação de ganhar. Não, a obrigação é de dar o melhor", explicou.
Agora, os comandados do técnico Abel Ferreira aguardam o confronto entre Flamengo e Estudiantes, da Argentina, para conhecer seu adversário na decisão. Assim, a finalíssima continental será no dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai.
Emoção das penalidades máximas
Durante os 90 minutos, no Nubank Parque, o Verdão teve uma postura de tentar jogar com a vantagem que tinha e conseguiu segurar o resultado até a reta final da partida. No entanto, Hércules abriu o placar para o Tricolor e levou o confronto para os pênaltis.
Na entrevista, Abel Ferreira revelou que não assistiu às cobranças de pênaltis e criou um protocolo. Os jogadores do Palmeiras converteram todas as suas cobranças, enquanto Carlos Miguel voltou a brilhar e defendeu o pênalti batido por Nonato, do Fluminense, para garantir a vaga na final.
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"Todos os pênaltis aqui não vi nenhum. Fiz o trabalho que tinha que fazer com os jogadores, pré, durante a semana, não os preparei para bater, porque em treino nada replica a intensidade emocional de um pênalti em dia de jogo", afirmou.
"Já perdi tantas vezes em pênaltis, criei um protocolo e ponto. E seguimos, fechado, sabendo que podemos ganhar ou perder. Ninguém tem receita mágica, é no que você acredita. (…) Já falei com a presidente, nosso diretor. Nunca vou conseguir colocar no treino intensidade emocional desse momento. Bater uma série de cinco pênaltis, com 40 mil pessoas olhando à espera que marque e outros à espera que falhe. Conseguem imaginar a intensidade emocional?", finalizou.
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