Foram quase dois sem título, mas a espera acabou. Abel Ferreira encerrou seu maior jejum à frente do Palmeiras ao conquistar o Paulistão neste domingo. A conquista veio com vitória por 2 a 1 sobre o Novorizontino, em Novo Horizonte, depois de triunfo por 1 a 0 na Arena Barueri na ida.
Assim, termina a agonia de um time que acumulou vices ao longo de 2025, um deles para o maior rival, Corinthians, no Campeonato Paulista, e dois para o Flamengo, na Libertadores no Brasileirão. Passar por tudo isso e não sucumbir é a maior honra para Abel.
"Estou muito feliz porque sei a expectativa que todos têm em mim, todos têm no clube. A mim não vão enganar. Nós ganhamos e perdemos. O que eu levo de lição de vida, o futebol me ensina muito .Momentos que não são tão bons como os vices do ano passado, mas o orgulho é o mesmo", comentou o treinador ainda no gramado após o título.
"Mas o que dá mais gosto não é só ganhar, mas às vezes deitar ao chão, levanta e continua. Chama-se resiliência. Quem faz isso mais vezes é o campeão, não quem ganha mais vezes", completou.
O português também valorizou a união interna do clube mesmo nos momentos mais difíceis. Apesar de viver momentos ruins, em nenhum momento se viu ameaçado de demissão pela presidente Leila Pereira. Destacou, ainda, a importância da torcida, até mesmo dos torcedores organizados, que chegaram a xingá-lo no Allianz Parque após eliminação para o Corinthians na Copa do Brasil.
"Eu, a presidente, nossos jogadores, mantivemos uma linha muito focada no trabalho, juntamente com nossa torcida. Não só todos os torcedores, como a organizada, que quando joga junto somos mais fortes. Quando deixamos nossos interesses pessoais de lado e vimos para servir o Palmeiras num jogo difícil, em um campo difícil, contra um adversário que havia derrotado Corinthians e Santos, e que seguramente tinha o desejo de derrotar o Palmeiras", disse.
O 11º troféu que levantou Abel Ferreira com o título paulista conquistado neste domingo, 8, transformou o português no treinador mais vitorioso da história do Palmeiras. A conquista o fez superar Oswaldo Brandão, que ostenta dez taças e ganhou destaque por comandar a Segunda Academia.
Trata-se de mais uma da série de marcas individuais que detém o técnico mais longevo do País no momento e o quinto há mais tempo no cargo do futebol brasileiro em todos os tempos.