O Palmeiras quebrou o maior jejum de conquistas da era Abel Ferreira com o título do Campeonato Paulista. Antes da vitória sobre o Novorizontino, o último troféu levantado pelo Verdão havia sido o estadual de 2024, há dois anos.
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Para levantar o troféu no Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, o Verdão construiu uma campanha de nove vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Os principais triunfos foram justamente os dois da decisão. Por isso, listamos pontos-chave dessa final.
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Vantagem construída na ida
Se hoje teve tranquilidade mesmo quando sofreu o gol de empate no domingo, muito se deu por conta da vitória criticada na partida de ida. Mesmo podendo ter feito mais, o 1 a 0 em Barueri abriu a vantagem necessária para o time de Abel Ferreira administrar o resultado.
Na ida, o gol do Palmeiras foi marcado por Flaco López. Outro destaque na partida foi a defesa de pênalti de Carlos Miguel em cobrança de Robson.
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Recuperação de Vítor Roque
Diferentemente do duelo em Barueri, Vítor Roque começou o segundo jogo da decisão entre os titulares. Na ida, ele foi poupado do começo da partida por traumas sofridos na vitória sobre o São Paulo.
Para estar em campo e marcar o gol que decretou o título, o Tigrinho precisou fazer um sacrifício.
"As vezes tem de ser no sacrifício, jogar uma final como essa. Tentei ajudar da melhor forma possível, podendo contribuir, jogar minutos, e ajudei fazendo gol. Tomei pancada contra o São Paulo, não pude jogar o primeiro jogo da final, estava doendo muito meu pé, mas a gente vem jogando, às vezes com remédio”, disse o camisa 9.
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Poder financeiro
Quando a chuva apertou e encharcou o gramado do Jorjão, os dois times sofreram para controlar a posse de bola. O Palmeiras, porém, contou com a qualidade e o nível técnico de seus atletas para aproveitar melhor as oportunidades que teve.
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Palavras de Abel Ferreira
Mesmo com os três vice-campeonatos de 2025, Abel Ferreira sempre continuou acreditando em seus atletas. Após o título, o multicampeão desabafou sobre o “8 ou 80” dos torcedores, com quem vive uma relação de amor e ódio.
“Quando jogamos juntos e estamos quase como se fossem as pernas de uma cadeira, a nossa torcida, a nossa presidenta, a nossa diretoria e todo o staff. Somos sempre muito mais fortes e estou muito feliz porque eu sei as expectativas que todos têm em mim, as expectativas que todos têm no clube, mas como sempre disse, o futebol não vai me enganar, porque já nisto há muitos anos nós ganhámos e perdemos e eu acho que realmente o que eu levo de lições de vida o futebol me ensina muito e sobretudo dos momentos que não são tão bons como os vices do ano passado mas o orgulho e o trabalho é o mesmo”, falou o treinador.
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Poder da dupla de zagueiros
O título palmeirense teve sua dupla de zagueiros entre os protagonistas. Com apenas dois gols sofridos no mata-mata, a defesa também brilhou do outro lado do campo com o gol de Murilo neste domingo.
“É o gol da minha vida. Eu creio que Deus me abençoou hoje nesse gol. Então, é um gol que eu dedico para Deus, para a minha família, que me ajuda muito, e para todos os jogadores que me apoiam, toda a comissão, que me dá a oportunidade de poder estar em campo”, respondeu Murilo ao Terra.