"O fim de uma era", afirmou o Le Parisien em seu site, ao destacar a morte de uma lenda do basquete. O jornal francês descreveu Oscar como um arremessador de precisão rara, dono de uma carreira excepcionalmente longa e marcada por feitos históricos.
"Um gênio do arremesso", definiu a publicação ao lembrar que Schmidt disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos — de Moscou, em 1980, a Atlanta, em 1996 — e permanece até hoje como o maior pontuador da história olímpica, com mais de mil pontos anotados. O brasileiro só se aposentou aos 45 anos, em 2003, quando defendia o Flamengo.
Segundo Le Monde, esse "ícone absoluto" do esporte, durante muito tempo detentor do recorde mundial de pontos ao longo da carreira, brilhou em quadras do Brasil, da Itália e da Espanha, mas nunca atuou na NBA. O jornal ressalta que, mesmo sem passar pela liga norte-americana, Oscar construiu uma trajetória que o colocou entre os maiores nomes do basquete mundial.
Selecionado pelo New Jersey Nets no Draft de 1984 — o mesmo ano em que Michael Jordan foi escolhido pelo Chicago Bulls —, Schmidt optou por não jogar na NBA. Ele explicou em diversas ocasiões que aceitar o convite o impediria de defender a seleção brasileira, conforme as regras vigentes à época. O Le Monde lembra ainda que essa ausência na NBA foi, de certa forma, compensada pela participação de Oscar no All-Star Game de 2017, quando atuou no tradicional jogo das celebridades.
"O mundo do basquete está de luto", escreveu o L'Équipe, que destacou Oscar Schmidt como o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos em 38 partidas, e também da Copa do Mundo, com 906 pontos marcados.
Já o Le Figaro enfatizou a carreira "inabitualmente longa" do brasileiro. O jornal recorda que Oscar encerrou sua trajetória profissional em 2003, aos 45 anos, após 29 temporadas como atleta profissional.
Um dos maiores artilheiros do basquete europeu
Na Espanha, país em que o "Mão Santa" também deixou sua marca, os jornais repercutiram amplamente sua morte.
O Marca lembrou que, embora tenha atuado a maior parte da carreira no Brasil, por clubes como Palmeiras e Flamengo, Schmidt também defendeu a Juvecaserta, na Itália, entre 1982 e 1990, e o Fórum Valladolid, na Espanha, de 1993 a 1995. O diário esportivo classificou Oscar como um "símbolo eterno" e uma "referência moral e esportiva", destacando sua lealdade à seleção brasileira e a decisão de recusar a NBA.
Foi na Itália, porém, que Oscar viveu o período mais marcante de sua carreira internacional. Ali, tornou-se um ídolo absoluto e elevou o patamar do campeonato italiano. A La Gazzetta dello Sport chamou o brasileiro de "um deus, imparável", afirmando que bastava ele "levantar os braços" para a bola encontrar a cesta. O jornal destacou que Schmidt anotou 13.957 pontos em 11 temporadas e foi o estrangeiro mais dominante da história da liga.
O La Repubblica, por sua vez, ressaltou que Oscar Schmidt foi um dos maiores artilheiros da história do basquete europeu — não apenas na Itália —, consolidando um legado que transcende fronteiras e gerações.