Elcio Ramalho, enviado especial da RFI a Miami,
"Neymar está disponível, trabalhou bem esta semana, preparou bem o jogo. Pode atuar com os outros jogadores. Todos estamos muito contentes com sua volta, porque, obviamente, com sua qualidade pode ajudar muito o time", declarou o treinador ao ser questionado sobre a possibilidade de o camisa 10 entrar em campo.
Ancelotti elogiou o processo de recuperação do jogador e sua influência positiva no elenco.
"A atitude de Neymar foi muito boa. Ele conhece muito bem os companheiros, trabalhou com muita seriedade, tentando se recuperar o mais rápido possível. Estou muito feliz com ele. Ele agrega experiência, conhecimento de jogo, ajuda os jovens — está indo muito bem", afirmou.
Mistério sobre o substituto de Raphinha
Ancelotti é obrigado a mexer no ataque da equipe com a saída de Raphinha, que se machucou contra o Haiti e segue em processo de recuperação.
O treino realizado na manhã de terça-feira pode ter ajudado o técnico italiano a definir a melhor opção, mas ele não deu pistas. Apenas sugeriu que há várias alternativas, entre elas Endrick, que tem sido muito apoiado pelos torcedores.
"Ele pode jogar a qualquer momento, porque tem capacidade. A torcida apoia muito o Endrick, mas também agora temos Neymar. Se há alguma dúvida entre Endrick e Neymar, acredito que vão apoiar os dois."
Prontos para uma partida difícil
Carlo Ancelotti quer confirmar, no jogo contra os escoceses, a evolução da equipe, especialmente a demonstrada no primeiro tempo contra o Haiti. Mas adiantou que o adversário não será fácil, já que possui melhores características em relação ao time caribenho, atuando no sistema 4-4-2, com lançamentos em profundidade.
"A Escócia é uma equipe com muita qualidade, muito bem organizada. São lutadores, jogam bem coletivamente e têm muitos bons jogadores individuais, com experiência nesse tipo de partida", disse, citando, entre outros talentos, o meio-campista John McGinn.
O treinador demonstrou confiança de que a seleção continuará evoluindo nesta terceira partida, descartando qualquer facilidade em campo.
"Jogos fáceis na Copa do Mundo não existem há muito tempo. Estamos prontos para disputar uma partida difícil", concluiu.