Pedro Acosta encara a chegada à Ducati em 2027 como o maior desafio de sua carreira. Anunciado como futuro companheiro de equipe de Marc Márquez, o espanhol afirmou que realizar o sonho de defender a fabricante italiana representa um passo decisivo em sua trajetória na MotoGP e acredita que dividir a garagem com um dos maiores pilotos da história pode acelerar sua evolução dentro da categoria.
O piloto definiu a mudança como um momento especial e não escondeu a satisfação com o novo desafio.
"A verdade é que estou muito feliz. No fim das contas, esse vai ser o maior desafio da minha vida", afirmou.
Acosta ainda disputará o restante da temporada pela KTM antes de iniciar sua trajetória na equipe italiana.
O espanhol reconheceu que a chegada à Ducati acontece justamente em um período de transição para a MotoGP. Com o novo regulamento previsto para 2027, que inclui motos de 850cc e pneus Pirelli, Acosta acredita que ainda é impossível prever qual fabricante sairá na frente. Mesmo assim, destacou a confiança na equipe responsável por administrar sua carreira e afirmou que sempre esteve seguro de que tomaria a melhor decisão para o futuro.
Questionado sobre dividir a garagem com Marc Márquez, Acosta rejeitou a ideia de que a convivência com o multicampeão represente uma pressão extra. Pelo contrário, acredita que trabalhar ao lado de um piloto tão experiente será uma oportunidade única para acelerar sua evolução.
"Acho que é o melhor que poderia acontecer comigo. Vou ter ao meu lado um companheiro com muita experiência em uma categoria que também será nova por causa do regulamento. Isso pode me ajudar a evoluir como piloto."
O espanhol também lembrou que dificilmente teria outra oportunidade de compartilhar equipe com Márquez.
"Não acredito que eu teria muitas outras chances de dividir a garagem com o Marc. Acho que vai ser muito legal", completou.
Acosta também comentou o caminho até conquistar uma vaga na Ducati. Segundo ele, nunca houve a necessidade de buscar atalhos para chegar à equipe italiana. O piloto acredita que a regularidade apresentada nas últimas temporadas foi determinante para despertar o interesse das principais fabricantes.
"Sempre confiei no meu empresário e em todo o grupo que trabalha comigo. Talvez o que faltasse fosse mostrar mais consistência, estar sempre entre os primeiros, inclusive quando as coisas não saem como esperado. É isso que faz um piloto lutar por um campeonato", destacou.
Sobre a convivência com Márquez, o espanhol tratou de afastar qualquer expectativa de rivalidade imediata. Para ele, a relação entre companheiros de equipe deve ser baseada no profissionalismo, e disputas mais intensas surgem apenas quando ambos passam a lutar diretamente pelo título.
Acosta também refletiu sobre sua rápida ascensão no Mundial. Segundo o piloto, a adaptação entre Moto3 e Moto2 aconteceu de forma natural, mas a chegada à MotoGP representou um salto muito maior em termos técnicos e de pilotagem. Por isso, acredita que iniciar um novo ciclo justamente antes da mudança de regulamento pode ser uma vantagem para seu desenvolvimento.
Por fim, o espanhol comentou os primeiros testes das motos de 850 cc realizados nesta semana. Acosta avaliou que a redução da cilindrada muda significativamente a sensação de pilotagem e afirmou que, em alguns momentos, as novas motos lembram o comportamento das máquinas da Moto2. Apesar das mudanças, considerou que a KTM realizou um bom trabalho durante a atividade e acredita que os testes ofereceram uma primeira visão do que será a MotoGP a partir da próxima temporada.