Durante a coletiva de imprensa desta quinta-feira em Assen, Maverick Viñales voltou a demonstrar frustração com a situação envolvendo o seu futuro na MotoGP e a relação com a KTM.
O espanhol demonstrou frustração com o rumo das conversas e com a falta de definição sobre o seu papel na estrutura da fabricante austríaca para as próximas temporadas. Segundo ele, caso não consiga permanecer no campeonato, a responsabilidade pela saída não será sua.
“O plano do grupo era que eu estaria na equipe de fábrica. Então, a partir daí, o que me dizem… É difícil. Como será minha vida fora das corridas? Com as minhas filhas, tranquilo. Competindo, em outras coisas. Mas, primeiro, eu não me vejo fora do Mundial. No caso de eu sair daqui, há mil outras coisas para fazer, o mundo não acaba. No fim, se eu não estiver, será por culpa de uma pessoa, e é a KTM. Se eles já sabiam que eu não iria para a equipe de fábrica, então deveriam ter me liberado, e pronto. Eu me viro. Quando soube de tudo foi pela imprensa, não por ninguém mais. Ninguém veio até mim e me explicou como seria a situação.”
Viñales afirmou que chegou ao projeto com expectativas diferentes e com a sensação de que faria parte de um plano mais sólido a médio e longo prazo, mas que a evolução do cenário ao longo da temporada acabou gerando incertezas.
O piloto destacou ainda que houve mudanças de posicionamento por parte da KTM ao longo do ano, o que, segundo ele, dificultou o planejamento de carreira e o deixou em uma posição delicada dentro do mercado de pilotos.
Viñales também comentou o impacto físico da temporada, lembrando que a lesão no ombro sofrida anteriormente ainda influencia seu desempenho e sua capacidade de competir em igualdade com outros pilotos do grid.
Apesar das críticas, o espanhol evitou encerrar completamente as portas para o futuro, mas deixou claro que a atual indefinição pesa no seu momento dentro da categoria.
“Não, não há nenhuma novidade. Mas na KTM também não me chamaram para fazer o teste de segunda-feira em Brno, acho que é bastante claro o que posso deduzir. Então não tenho nenhuma novidade. Se eu me vejo fora (da categoria) hoje? O fato de não me terem deixado fazer o teste também não faz sentido pensando em (eu poder) continuar. No fim, se eu era um dos poucos pilotos que iria permanecer (na mesma equipe), eu poderia ter testado a moto de 850cc, e não me deixaram testá-la."