Pedro Acosta enfrentou dificuldades no Grande Prêmio da Tchéquia, realizado em Brno entre os dias 19 e 21 de junho. O piloto da KTM não pôde emplacar o mesmo bom desempenho que havia tido na etapa anterior, o GP da Hungria.
O espanhol não finalizou a corrida, abandonando a prova há poucas voltas para o fim. Porém, os problemas de Acosta no domingo foram apenas um reflexo do que havia acontecido na sexta-feira (19), onde o piloto também enfrentou um problema técnico. Ao comentar sobre a situação, Pedro ressaltou que isto não está sob seu controle:
“Aconteceu a mesma coisa que na sexta-feira. Se [o motor] para, é algo fora do meu controle. Levando tudo em consideração, hoje eu precisava fazer uma boa largada e fazer algumas boas voltas no início."
O piloto destacou que uma das principais dificuldades durante o GP da Tchéquia foi a pressão dos pneus:
“Consegui fazer boas voltas no início, mas a pressão do pneu dianteiro caiu e deixei Diggia me ultrapassar. Ele tinha um ritmo melhor que o meu e eu não consegui recuperar o resultado, por isso abandonei a prova”
“Sabemos que não estamos no nível para competir com a Aprilia e a Ducati, e estamos apenas jogando com tudo o que temos.”
Esta não foi a primeira vez em que Acosta passou por dificuldades com sua moto. De uma maneira geral, a KTM tem enfrentado problemas praticamente recorrentes, tanto pela equipe de fábrica quanto pela satélite.
Durante o GP de Barcelona, o piloto perdeu a velocidade ao meio da corrida e, sem conseguir sinalizar de maneira eficaz a tempo, acabou sendo atingido por Álex Márquez que, ao tentar desviar, foi para a zona de escape e sofreu um forte acidente.
Ao ser questionado sobre a reação ao chegar nos boxes depois de uma performance assim, Pedro afirmou que não há como reagir e que apenas espera que a equipe possa solucionar os problemas.
“Agora é hora da KTM dar algumas respostas e tentar analisar o motivo de estarmos tendo esses problemas de confiabilidade, porque existem muitos. Agora eles devem enviar tudo para a Áustria e descobrir o que está acontecendo, porque não foi a primeira vez… não exatamente assim, mas com problemas semelhantes”.
“Não falo de toda a história da KTM. Virou um clichê. São coisas que estão fora do meu alcance e eu não posso controlar”
Nesta sexta-feira (26), Acosta retorna às pistas para a realização do GP da Holanda, em Assen.