O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, afirmou que se sentiria envergonhado ao ver a Azzurra, que fracassou nas eliminatórias pela terceira vez consecutiva, disputar a Copa do Mundo de 2026 no lugar do Irã.
A hipótese surgiu após Paolo Zampolli, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelar que pediu à Fifa para retirar a seleção iraniana do Mundial e incluir a Itália, que não disputa o torneio desde 2014.
"Eu li hoje que o enviado de Trump quer que a Itália volte à Copa do Mundo: acho isso vergonhoso. Eu teria vergonha", declarou Giorgetti, à margem de um evento no Palácio do Quirinale, em Roma.
O ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, e o presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Luciano Buonfiglio, também se manifestaram contra essa possibilidade.
O país persa está no Grupo G da Copa, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e fará todas as suas partidas da primeira fase nos Estados Unidos. Em março, após o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, o Irã chegou a indicar que não aceitaria jogar em solo americano e solicitou à Fifa a transferência das partidas para o México, mas o pedido não foi atendido.
Trump, por sua vez, afirmou que os jogadores iranianos seriam bem-vindos, mas que a participação da República Islâmica na Copa não seria "apropriada". .