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Público na cerimônia de abertura da Olimpíada será reduzido

Apenas patrocinadores, diplomatas e convidados especiais participarão do evento no Estádio Nacional

6 jul 2021 13h00
| atualizado às 13h48
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Forçados pela pandemia do coronavírus, os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio vão restringir o número de pessoas presentes na cerimônia de abertura. Segundo a imprensa japonesa, apenas um número limitado de VIPs, que inclui patrocinadores, diplomatas e convidados especiais, terão a oportunidade de acompanhar o início da Olimpíada no dia 23 de julho. A estimativa inicial era que o Estádio Nacional acomodasse 10 mil pessoas, mas, segundo o jornal Asahi Shimbun, o público será reduzido bruscamente.

Logo dos Jogos Olímpicos de Tóquio no centro de imprensa Reuters
30/06/2021
REUTERS/Fabrizio Bensch
Logo dos Jogos Olímpicos de Tóquio no centro de imprensa Reuters 30/06/2021 REUTERS/Fabrizio Bensch
Foto: Reuters

As competições que acontecem depois das 21h ou em grandes locais também serão afetadas. Estas não terão espectadores para que não haja aglomerações na capital depois do fim dos eventos. Além de ter determinado um limite de 10 mil pessoas por local, residentes no Japão, o Comitê Organizador baniu estrangeiros de prestigiarem as competições. Porém, há uma boa probabilidade desse limite ser diminuído por causa das medidas de emergências parciais vigentes em Tóquio. Os casos continuam subindo na capital e não há previsão de flexibilização das restrições. Já foi feito um pedido para que as pessoas não acompanhem nas ruas as provas de maratona e marcha atlética.

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No país, apenas 13,8% da população está totalmente vacinada contra a covid-19. Por isso, especialistas médicos e os próprios japoneses se opuseram à realização da Olimpíada, tendo em vista que o evento causa a chegada de uma enorme quantidade de atletas, técnicos, funcionários e jornalistas. Apesar disso, os organizadores e Comitê Olímpico Internacional decidiram seguir em frente.

Nesta quinta, o primeiro-ministro Yoshihide Suga deve estender o estado de emergência parcial para além de 11 de julho. No mesmo dia, o presidente do COI, Thomas Bach, encontrará o governo japonês e oficiais olímpicos para discutir a questão do limite de público.

"Nós devemos ficar em alerta máximo", disse Suga. O primeiro-ministro adicionou que "não ter espectadores é uma possibilidade". Após se saírem mal na Assembleia Metropolitana de Tóquio, realizada no último domingo, membros do Partido Democrático Liberal, ao qual Suga é afiliado, estariam inclinados a aceitar a proibição. As decisões do governo durante a pandemia irritaram a população, que votou contra o partido, causando parcialmente a sua derrota. "Não é que nós estamos determinados a ter espectadores independentemente da situação", disse Seiko Hashimoto, presidente do comitê organizador de Tóquio.

O revezamento da tocha olímpica, símbolo do evento, já precisou ser retirado da cidade, segundo o jornal Yomiuri Shimbun. Prevista para chegar à capital na sexta, onde ocorreriam caminhadas de 17 de julho até o dia da cerimônia de abertura, a tradição foi excluída das ruas e foi substituída com iluminações da tocha privadas do público. Ações restritivas semelhantes aconteceram em Hokkaido e Suzuki, tudo para evitar a propagação da covid-19, que já vitimou quase 15 mil pessoas no Japão.

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