Atletas de esqui são acusados de usar ácido hialurônico na região genital para obter vantagens no traje das competições, gerando pedidos de novas medições com métodos aprimorados antes dos Jogos Olímpicos de Inverno.
Uma polêmica ganhou os bastidores do salto de esqui às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno. Alguns atletas estão sendo acusados de terem aplicado ácido hialurônico no pênis para ganhar uma vantagem no tamanho do traje que será usado nas competições, conforme contou o jornal Bild, da Alemanha.
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O método de trapaça seria utilizado porque o tamanho do traje interfere na sustentação do atleta no ar durante os saltos. Ou seja, cada milímetro a mais é valioso. Essas medidas das roupas são tiradas antes do início de cada temporada, por meio de um scanner 3D, que determina o comprimento da passada, medido a partir do ponto mais baixo da região genital.
Com as suspeitas de que alguns atletas utilizaram o ácido hialurônico na região genital, algumas federações têm pedido para que novas medições sejam feitas antes dos Jogos Olímpicos de Inverno para corrigir possíveis erros.
De acordo com o chefe de equipamentos da Federação Internacional de Esqui e Snowboard, Matthias Hafele, porém, não há previsão de que novas medições sejam feitas.
“Atualmente, não estão previstas mais medições. No entanto, já estamos trabalhando nos bastidores em métodos para melhorar essa questão complexa", disse ao Bild. O objetivo seria garantir que apenas a estrutura óssea seja decisiva para a medição.
No passado, quando a medição era feita manualmente, havia relatos de que atletas usavam espumas ao redor dos testículos para burlá-la. Também há suspeitas de que atletas colocavam silicone em preservativos para trapacear. A medição é feita com o atleta usando roupa íntima.
Os Jogos Olímpicos de Inverno acontecem em Milão-Cortina, na Itália, entre os dias 6 e 22 de fevereiro. Pat Burgener, do snowboard, Lucas Braathen, do esqui alpino, e Nicole Silveira, do skeleton, serão os destaques do Brasil na competição.