O acidente sofrido por Lindsey Vonn, de 41 anos, na prova feminina de downhill, chocou ao público dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. Se a imagem da esquiadora sendo retirada da pista em um helicóptero preocupou, os momentos que ela passou no hospital foram ainda mais tensos.
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Após receber alta e ser transferida para um hospital, a esquiadora relatou que, por pouco, não teve a perna amputada. No que classificou como “lesão mais dolorosa da carreira”, ela sofreu fraturas na tíbia, cabeça da fíbula e no platô tibial.
“O Dr. Tom Hackett salvou minha perna, ele a salvou da amputação. Ele fez o que se chama de fasciotomia, onde abriu os dois lados da minha perna, por assim dizer, como um filete, para deixá-la respirar. Sempre digo que tudo acontece por uma razão. Se eu não tivesse rompido o ligamento cruzado anterior, Tom não estaria lá, ele não teria conseguido salvar minha perna”, disse a atleta.
Ainda segundo a explicação de Vonn, uma síndrome compartimental tornou a lesão ainda mais complexa. O problema ocorre quando a intensidade de uma trauma faz acumular sangue na região, o que pode levar à necrose de músculos, nervos e tendões.
A cirurgia levou cerca de seis horas para ser concluída. Apesar do procedimento ter sido bem sucedido, a norte-americana permaneceu internada além do esperado por causa da perda de sangue excessiva.
Durante a recuperação, Vonn teve que passar por uma transfusão de sangue. Já longe do hospital, ela espera iniciar em breve a transição da cadeira de rodas para o uso de muletas.
“Consegui dar a volta por cima e agora estou bem. E provavelmente ficarei de muletas por pelo menos dois meses. Mas vou começar a reabilitação imediatamente e ver o que consigo fazer, um passo de cada vez, como sempre faço”, completou.
Em seu currículo, a esquiadora norte-americana tem o ouro do downhill nos Jogos de Vancouver, em 2010, além dos bronzes no super-G na mesma edição e no downhill em PyeongChang, em 2018.