Brasil 'importa' talentos e sonha com conquistas inéditas nos Jogos de Inverno de 2026

Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina acontecem entre os dias 6 e 22 de fevereiro, com expectativas altas para o Time Brasil

3 jan 2026 - 04h59
Resumo
O Brasil aposta em talentos naturalizados para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, com destaque para Lucas Braathen, Nicole Silveira e Patrick Burgener, visando conquistas inéditas e recordes na competição.
Lucas Pinheiro Braathen
Lucas Pinheiro Braathen
Foto: Reuters

O Time Brasil está na reta final nas preparações para os Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina, na Itália, e tem grandes expectativas por resultados inéditos na principal competição multiesportiva de inverno, em 2026. Para tal, o País 'importou' talentos que se destacaram e levaram a bandeira verde e amarela para o pódio em modalidades como esqui, skeleton e snowboard. 

Os Jogos de Inverno acontecem entre os dias 6 e 22 de fevereiro, em diversas regiões italianas. Chegando à 10ª participação na competição, o Time Brasil espera não só bater o recorde de delegação --superando Sochi-2014, que contou com 13 atletas--, como também buscar medalhas inéditas. 

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Entre os nomes que podem brigar pelo título olímpico com as cores do Brasil, Lucas Pinheiro Braathen é um dos talentos mais notórios: filho de mãe brasileira e pai norueguês, o esquiador alpino representou o país europeu até 2023, quando chegou a se aposentar da modalidade. No entanto, no ano seguinte, anunciou que retornaria ao esporte pela Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN). 

Lucas Braathen ganhou rena em premiação na Finlândia
Foto: Christophe Pallot/Agence Zoom / Getty Images

Em 2025, Lucas Braathen levou o Brasil a ganhar a primeira medalha de ouro na história da Copa do Mundo de Esqui. No torneio realizado em Levi, na Finlândia, em novembro passado, o atleta de 25 anos bateu o francês Clément Noël, então campeão mundial e olímpico, para chegar ao lugar mais alto do pódio. 

Outro nome que ganhou os holofotes é Nicole Silveira, do skeleton, modalidade de velocidade criada a partir do bobsled: a brasileira conquistou a primeira medalha de bronze para o país na Copa do Mundo de Skeleton, realizada em janeiro, em St. Moritz, na Suíça. 

Na ocasião, ela terminou o percurso com tempo de 2'18''92, apenas 27 centésimos atrás da austríaca Janine Flock, vencedora da prova. 

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Nicole Silveira, atleta de skeleton, modalidade olímpica de inverno
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em Milano Cortina, o Time Brasil também contará com o talento de Patrick 'Pat' Burgener, atleta suíço de snowboard que, em 2024, confirmou a naturalização brasileira. Em setembro passado, o Comitê Olímpico Internacional (COI) ratificou a mudança e, no mês seguinte, o atleta já passou a competir pelo Brasil. 

Em 2024, Burgener chegou à 10ª colocação no ranking mundial. Ele também é dono de duas medalhas de bronze em Campeonatos Mundiais e ficou com a 5ª posição nos Jogos Olímpicos de 2018. O laço com o Brasil vem da mãe Pauline, libanesa que viveu a infância e a adolescência no país. 

Fonte: Portal Terra
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