O Grêmio aprofundou sua crise financeira ao sofrer dois transfer bans da Fifa que impedem a inscrição de novos atletas até a quitação de suas dívidas. As sanções decorrem do atraso no pagamento de R$ 2 milhões ao Independiente Medellín pela compra de Miguel Monsalve e de R$ 16 milhões referentes à rescisão do volante Gustavo Cuéllar. Além dessas punições internacionais, o clube já havia sido bloqueado pela Anresf, via CBF, por descumprir o parcelamento de R$ 16 milhões em processos na CNRD.
O Grêmio sofreu dois transfer bans nos últimos dias e ampliou ainda mais a crise financeira no clube. Desta vez, a punição é referente à dívida com o volante colombiano Gustavo Cuéllar, que rescindiu contrato com o clube no primeiro semestre. Anteriormente, o clube havia sido punido por dívida na contratação de Miguel Monsalve, que foi contratado em 2024 e está emprestado ao Estudiantes.
Pela punição de Monsalve, o Grêmio ficou proibido de inscrever novos jogadores pelas próximas três janelas de transferência ou até que o clube pague a dívida. O clube deve atualmente cerca de R$ 2 milhões ao Independiente Medellín pela compra dos direitos econômicos do jogador.
Esse transfer ban entrou em vigor no último dia 9 de outubro. Já a situação de Gustavo Cuéllar é mais complexa em relação aos valores. O volante colombiano foi contratado em 2025 e deixou o Grêmio em fevereiro deste ano. Ele ainda teria contrato até o final da temporada de 2026.
Com a rescisão de contrato antecipada, o Grêmio deveria pagar cerca de R$ 16 milhões ao jogador entre salários que restavam até dezembro de 2026, luvas atrasadas e pendências acumuladas. Na negociação entre o colombiano e o clube, ficou definido que o Grêmio quitaria as dívidas em parcelas até o final de 2027.
Contudo, o clube atrasou as parcelas e o jogador acionou a Fifa. Antes disso, Cuéllar tentou novo acordo extrajudicial. Atualmente, Cuéllar defende o Deportivo Cali, da Colômbia. O transfer ban envolvendo o jogador só deixará o Grêmio livre para inscrever atletas após o pagamento da dívida.
Grêmio punido pela CBF
Antes dos transfer bans da Fifa, o Grêmio havia sofrido bloqueio da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), órgão independente criado pela CBF para aplicar as regras do fair play financeiro.
O clube apresentou à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) um plano de pagamento para quitar uma dívida total de R$ 16 milhões em 23 processos no prazo de 60 meses. Contudo, o clube atrasou as parcelas e foi punido.