Os bastidores da seleção uruguaia esquentaram na véspera do duelo decisivo diante da Espanha, nesta sexta-feira (26), às 21h (horário de Brasília). Segundo a rádio "Espectador Deportes", um grupo de jogadores se rebelou contra o técnico Marcelo Bielsa e pediu que ele mude seu jeito de trabalhar e de atuar para a partida.
Esse grupo é formado pelo goleiro Sergio Rochet, do Internacional, e pelos meias: Federico Valverde, do Real Madrid; Rodrigo Bentancur, do Tottenham, e Manuel Ugarte, do Manchester United. O quarteto teria convocado o técnico argentino para uma conversa, e os jogadores disseram estar descontentes com a carga e que poderiam se lesionar.
Os jogadores expressaram o desejo de atuar de outra forma diante da Espanha: em bloco baixo e explorando os contra-ataques. Após isso, Bielsa pediu uma reunião geral, em que explicou que jogaria espelhado.
O encontro durou cerca de 48 minutos, em que Bielsa explicou diferentes aspectos e suas visões de trabalho. Entre elas, disparou que os jogadores tentaram tirá-lo depois de ter parado de convocar Luis Suárez e de não incluir Nahitan Nández, figura constante no ciclo, na lista para a Copa do Mundo.
Fora isso, o técnico argentino afirmou que forjou a carreira de alguns jogadores na Celeste, casos de Cáceres, do América-MEX, e de Maxi Araújo, do Sporting. O zagueiro José Mari Gimenez, do Atlético de Madrid, tentou conter a situação, mas não foi atendido.
Marcelo Bielsa e o atacante Rodrigo Aguirre concederam coletiva na última quinta-feira (26), mas preferiram não se manifestar. A Associação Uruguaia de Futebol (AUF) não se manifestou oficialmente, mas um dirigente foi procurado pela "Espectador Desportes" e contou que a AUF estava sabendo da situação, mas que o técnico argentino vai deixar o cargo em menos de um mês.
Após empatar com Arábia Saudita e Cabo Verde, nas duas primeiras rodadas, o Uruguai precisa vencer a Espanha por qualquer placar, na última rodada do Grupo H, para se classificar para o mata-mata da Copa do Mundo.