A sétima rodada do Brasileirão, nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, ganhou contornos decisivos fora das quatro linhas. Três técnicos entram em campo sob forte pressão e com o futuro indefinido. Martín Anselmi, Juan Pablo Vojvoda e Paulo Pezzolano vivem um cenário de "tudo ou nada", com resultados recentes negativos e a concorrência direta de nomes livres no mercado.
No Botafogo, a situação de Martín Anselmi é a mais delicada. A derrota por 3 a 0 no clássico recente aumentou a pressão interna, e a permanência do treinador só foi mantida após intervenção da diretoria. O duelo contra o Palmeiras, no Allianz Parque, é tratado como decisivo. Uma vitória ou ao menos uma resposta convincente da equipe pode garantir sobrevida ao argentino. O alto custo de uma demissão imediata também pesa na decisão, já que o clube teria de arcar com a multa integral do contrato.
Na Vila Belmiro, Juan Pablo Vojvoda enfrenta um ambiente cada vez mais impaciente. Mesmo com um elenco mais qualificado em relação à temporada passada, o Santos não conseguiu engrenar. O empate no clássico recente aumentou a insatisfação interna, e a partida contra o Internacional se tornou crucial. A exigência é clara: vencer e convencer. Nos bastidores, nomes como Cuca e Tite já são discutidos como possíveis substitutos.
Do outro lado desse confronto direto, Paulo Pezzolano também vive um momento crítico no Internacional. Apesar de ainda contar com respaldo interno, a campanha ruim, agravada pela última colocação, elevou a pressão externa. A derrota recente em casa intensificou o cenário de instabilidade. A partida contra o Santos é vista como oportunidade de reação imediata. Um triunfo fora de casa pode significar não apenas a saída da lanterna, mas também a manutenção do treinador no cargo.
A sombra de Tite atravessa os três cenários. Livre no mercado, o ex-técnico da seleção brasileira surge como opção de peso e aumenta a tensão nos bastidores dos clubes envolvidos, mesmo com preferência declarada por propostas internacionais.
A rodada ainda reserva um componente simbólico. O duelo entre Santos e Internacional coloca frente a frente dois técnicos ameaçados, em um confronto que pode definir rumos distintos já nas próximas horas. Em São Paulo, o jogo funciona como um teste de resistência. Em paralelo, no Allianz Parque, Anselmi tenta sobreviver diante de um dos elencos mais consistentes do país.
Mais do que pontos na tabela, a rodada coloca em jogo a continuidade de projetos. Em um campeonato longo, mas cada vez menos paciente, o tempo se tornou o adversário mais implacável para quem vive de resultados imediatos.