Irã não vai jogar a Copa do Mundo: 'Não há condições de participarmos', diz ministro

País vive contexto de guerra no Oriente Médio após ataque dos Estados Unidos, sede do torneio

11 mar 2026 - 11h00
(atualizado às 12h55)

O Irã desistiu de disputar a Copa do Mundo 2026. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, 11, pelo ministro dos Esportes, Ahmad Doyanmali. Ele diz que a atuação condição do país, que vive contexto de guerra no Oriente Médio após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel, impossibilitam a seleção iraniana de jogar o Mundial.

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O Estadão entrou em contato com a Fifa, mas a entidade não se manifestou sobre o tema até o momento. A Copa do Mundo está marcada para acontecer entre junho e julho, com sedes nos EUA, México e Canadá.

"Duas guerras nos foram impostas em oito ou nove meses, e milhares de nossos cidadãos foram mortos. Portanto, não temos possibilidade de participar desta forma", completou.

A declaração do ministro dos Esportes do Irã acontece horas depois de o presidente americano, Donald Trump, afirmar que "a seleção iraniana é, obviamente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos". A informação foi divulgada pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, em publicação nas redes sociais.

O Irã tem jogos marcados em Inglewood, na Califórnia, contra a Nova Zelândia e Bélgica, em 15 e 21 de junho, e na cidade de Seattle, em Washington, contra o Egito, no dia 26 de junho.

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O regulamento da Fifa prevê uma multa mínima de 250 mil francos suíços (R$ 1,6 milhão) para a equipe que abandonar o torneio. Com a confirmação da desistência do Irã, a entidade pode manter o grupo originalmente ocupado pelo Irã com apenas três seleções ou convidar outro país para preencher a vaga.

Emirados Árabes Unidos e Iraque, que chegaram às fases finais das Eliminatórias Asiáticas, são os países com mais chances de herdar a vaga dos iranianos caso a Fifa escolha pela inclusão de uma seleção substituta.

Guerra no Oriente Médio

A guerra entre os Estados Unidos e o Irã começou no fim de fevereiro de 2026, quando forças americanas e israelenses lançaram uma série de ataques contra instalações militares e estratégicas iranianas. O aiatolá Ali Khamenei, que governava o país desde 1989, foi morto no primeiro dia de conflito. O seu filho, Mojtaba Khamenei, foi o escolhido para ser o sucessor.

EUA e Irã mantêm uma longa rivalidade política. Para críticos do regime iraniano, o país apoia organizações armadas e mantém um programa nuclear considerado uma ameaça à segurança internacional. O ataque foi planejado pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente americano, Donald Trump, em meados de fevereiro.

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Após os primeiros ataques, o Irã revidou e atacou bases dos EUA e aliados na região do Golfo. O confronto também atingiu rotas estratégicas de energia, como o Estreito de Ormuz, por onde percorre uma parcela significativa do petróleo mundial, aumentando o risco de impactos econômicos em escala global.

Até agora, a guerra já provocou milhares de mortes, feridos e destruição no Irã e da região. Não há a expectativa de cessar-fogo e há temor de que o conflito se prolongue ou envolva outras nações do Oriente Médio.

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