Reserva entra, vira herói e Belgrano é campeão argentino pela 1ª vez

Time de Córdoba perdia por 2 a 1, mas Nicolás Fernández entra e marca duas vezes, garantindo o título do Apertura

24 mai 2026 - 23h03
Jogadores do Belgrano comemoram o título.
Jogadores do Belgrano comemoram o título.
Foto: Marcelo Endelli/Getty Images / Jogada10

Pela primeira vez em sua história, o Belgrano tornou-se campeão argentino. Neste domingo, 24/4, na final do Apertura,  em casa, no Estádio Mario  Kempes, em Córdoba,  venceu o River Plate, de virada, por 3 a 2. Foi um triunfo dramático, pois o time perdia por 2 a 1 até os 39 da etapa final, quando Nicolás Fernández, que entrara aos 30 minutos, empatou de pênalti. Depois, aos 42, ele fez o gol da vitória. O jogo começou com o River Plate na frente, gol de Colidio, mas com Morales empatando ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Galván recolocou o River na frente. Mas aí veio o herói Nicolás Fernández com os dois gols decisivos.

O River Plate tentava o 38º caneco. Já o Belgrano ganhou pela primeira vez. Mas é bom saber que, na Argentina, tecnicamente há três campeões no ano: o do Apertura, o do Clausura e o da Liga.

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Jogadores do Belgrano comemoram o título.
Foto: Marcelo Endelli/Getty Images / Jogada10

Como o Belgrano virou para cima do River e foi campeão argentino

A vitória do Belgrano foi merecidíssima. Embora não fechasse o jogo com maior posse (42%), finalizou muito mais (11 a 6) e teve uma série de chances para fazer bem mais do que três gols. Nos primeiros 15 minutos, foram três chances claríssimas; uma delas o goleiro Beltrán salvou de forma incrível. E, quando o River atacou pela primeira vez com efetividade, aos 17 minutos, marcou. Galván apareceu pela esquerda e cruzou para Colidio, que, dentro do gol, mandou para a rede. Mas o Belgrano permaneceu em cima e chegou ao empate aos 24 minutos, com o zagueiro Morales escorando de cabeça um escanteio da esquerda.

No segundo tempo, o River equilibrou bem o jogo e voltou a ficar na frente aos 15 minutos, quando Colidio devolveu o presente para Galván no primeiro gol, lançando o companheiro na área. O toque foi certeiro e o time voltava a ficar na frente.

Contudo, o técnico do Belgrano acabou tirando um coelho da cartola: a entrada de Nicolás Fernández aos 30 minutos. No primeiro lance, ganhou uma bola quase impossível na área e chutou fora. Depois, sofreu o pênalti que ele mesmo cobrou para empatar o jogo. E, aos 42 minutos, completou cruzamento de Vázquez para virar o jogo. E Fernández quase fez mais um, ao receber na área pela direita e chutar para grande defesa de Beltrán.

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