O PSG é bicampeão da Champions. A segunda conquista consecutiva (e a segunda de sua história) veio neste sábado, 30/5, ao vencer o Arsenal na Puskás Arena, em Budapeste, na Hungria. Após empate em 1 a 1 no tempo normal, o placar se manteve na prorrogação. Nas penalidades, Nuno Mendes desperdiçou sua cobrança para os parisienses. Mas Eze e o zagueiro brasileiro Gabriel Magalhães chutaram para fora. Vitória do Paris Saint-Germain por 4 a 3, garantindo o bicampeonato.
Foi uma final na qual o time de melhor ataque (Paris Saint-Germain, 44 gols) enfrentou o único invicto e dono da melhor defesa (Arsenal, 7 gols ). Assim, o PSG, em sua terceira final (perdeu em 2019/20 para o Bayern), festeja o bicampeonato europeu. Enfim, fecha muito bem a temporada, na qual foi vice-campeão mundial, campeão da Intercontinental (vencendo o Flamengo) e pentacampeão francês.
Arsenal vai para o intervalo em vantagem
O jogo ainda estava esquentando quando o Arsenal abriu o placar logo aos cinco minutos. Em jogada no meio-campo pela esquerda, Marquinhos tentou afastar, mas chutou em cima de Trossard. Virou um passe sem querer para Havertz, que disparou em direção ao gol e entrou na área para finalizar com uma bomba pelo alto. Sem chance para o goleiro Safonov. Assim, ingleses fizeram 1 a 0.
O PSG, apesar de ter mais posse de bola, não conseguia encontrar espaços para finalizar. Teve uma boa chance com Dembélé, mas foi bloqueado na hora de finalizar. Mais tarde, aos 43 minutos, em jogada perigosa pela esquerda, Nuno Mendes avançou, disputou a jogada e cruzou para Fabián Ruiz finalizar por cima do gol. Mesmo assim, o sistema defensivo do Arsenal conseguiu conter as principais investidas ofensivas do PSG, anulando as jogadas de Kvaratskhelia e deixando Dembélé mais isolado.
Mas a verdade é que o primeiro tempo teve poucas emoções. Foram apenas oito finalizações, com duas no alvo, uma para cada lado. Ou seja, o gol de Havertz e uma defesa importante de Raya em um chute de Fabián Ruiz no fim. Com isso, o PSG, mesmo com 75% de posse, não furou a defesa londrina.
PSG pressiona e empata no segundo tempo
Para o segundo tempo, o panorama não mudou. O Arsenal praticamente abdicou do ataque, já que Odegaard estava apagado e Declan Rice quase atuava como zagueiro. Com isso, Havertz e Saka ficaram mais isolados. Já o Paris Saint-Germain foi uma pressão total e Kvaratskhelia começou a aparecer. Aos 19, o georgiano fez a diferença: tabelou com Dembélé, entrou na área e foi derrubado. Pênalti que Dembélé cobrou e deixou tudo igual no placar: 1 a 1.
Aos 28, quase a virada. O Arsenal, que enfim começou a atacar (com a entrada de Viktor Gyökeres, com mais efetividade), levou um contra-ataque. Kvaratskhelia ganhou de William Saliba, entrou na área e chutou. Myles Lewis-Skelly conseguiu um leve desvio, o suficiente para a bola bater na trave.
O curioso é que o Paris Saint-Germain passou a jogar mais no contra-ataque. E quase marcou aos 39 com Bradley Barcola (que entrara no lugar de Kvaratskhelia). Mas o goleiro Raya se antecipou na hora do chute e salvou o Arsenal. Vitinha, em chute de fora da área, e Barcola, chutando pelo alto, também tiveram boas chances. Contudo, o tempo normal ficou no 1 a 1. Assim, tempo extra.
Na prorrogação
O primeiro tempo foi equilibrado, embora o Arsenal buscasse seus ataques em ligações diretas. O jogo foi nervoso, com um lance polêmico. Afinal, os jogadores ingleses reclamaram muito de uma disputa na área em que Nuno Mendes dividiu com Madueke. O juiz nada deu. No segundo tempo, uma oportunidade com Barcola e, no fim, com o Arsenal tentando, em chuveirinhos, o gol de cabeça, sem sucesso. Como houve empate, a decisão foi para os pênaltis.
Nos pênaltis deu Paris Saint-Germain
Para o PSG: Gonçalo Ramos, Doué, Hakimi e Beraldo marcaram; Raya defendeu a cobrança de Nuno Mendes
Para o Arsenal: Gyokeres, Rice, Martinelli marcaram; Eze e Gabriel Magalhães chutaram para fora
PSG 1X1 ARSENAL (nos pênaltis, PSG 4 a 3)
Final da Champions 2025/26
Data: 30/5/2026
Local: Puskás Arena, Budapeste (HUN)
Gols: Havertz, 5'/1ºT (0-1); Dembélé, de pênalti, 19'/2ºT (1-1)
PSG: Safonov; Hakimi, Marquinhos (Beraldo, intervalo da prorrogação), Pacho e Nuno Mendes; João Neves, Vitinha (Zabarnyi, intervalo da prorrogação) e Fabián Ruiz (Saire-Émery, 5'/ do 2ºT da prorrogação) ; Doué, Kvaratskhelia (Barcola, 37'/2ºT) e Dembélé (Gonçalo Ramos, 50'/2ºT) . Técnico: Luis Enrique.
ARSENAL: Raya; Mosquera (Timber, 20'/2ºT), Saliba, Gabriel Magalhães e Hincapié; Declan Rice, Lewis-Skelly (Zubemendi, início da prorrogação) e Odegaard (Gyokeres, 20'/2ºT); Saka (Madueke, 37'/2ºT), Trossard (Martinelli,37'/2ºT) e Havertz (Eze, início da prorrogação) . Técnico: Mikel Arteta.
Árbitro: Jan Seidel (ALE)
Auxiliares: Jan Seidel e Rafael Foltyn (ALE)
VAR: Bastian Dankert (ALE)
Cartões Amarelos: João Neves, Nuno Mendes (PSG); Mosquera, Saka, Gyokere, Rice, Arteta (ARS)
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