Infantino defende pausas para hidratação na Copa e desmente interesse comercial

Presidente da Fifa afirma que interrupções foram criadas por causa do calor extremo e reforça caráter esportivo da medida

23 jun 2026 - 14h50

Gianni Infantino voltou a defender, nesta terça-feira, a adoção das pausas obrigatórias para hidratação que a Fifa aplicará na Copa do Mundo 2026. O presidente da entidade rechaçou qualquer ligação da medida com interesses comerciais e afirmou que a decisão se baseia exclusivamente em critérios climáticos e esportivos.

O dirigente explicou que a entidade levou em conta as altas temperaturas registradas em diferentes cidades-sede do torneio. Segundo ele, o calor foi o principal fator que levou à criação das interrupções durante as partidas.

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"Claramente, o motivo dessas pausas é o calor", declarou Infantino em entrevista à agência espanhola EFE.

Gianni Infantino, presidente da Fifa, recebeu críticas pelas pausas durante as partidas da Copa –
Gianni Infantino, presidente da Fifa, recebeu críticas pelas pausas durante as partidas da Copa –
Foto: Reprodução / Jogada10

De acordo com a entidade, todos os jogos terão duas interrupções de três minutos, uma em cada tempo, destinadas à hidratação dos jogadores. A decisão, no entanto, é criticada por parte de treinadores e atletas, que alegam prejuízo ao ritmo e à fluidez das partidas.

"Não se trata de uma questão financeira"

Infantino, porém, negou qualquer benefício financeiro relacionado à medida e afirmou que a Fifa já havia firmado todos os contratos comerciais da competição antes da definição das novas regras. Ele reforçou que não houve qualquer interesse econômico envolvido.

"A Fifa não obtém absolutamente nada com isso. Todos os contratos já estavam assinados quando essa decisão foi tomada. Não se trata de uma questão financeira, mas sim esportiva", afirmou.

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O dirigente, inclusive, também justificou a padronização das pausas em todas as partidas, independentemente das condições climáticas de cada local. Segundo ele, a uniformização evita distorções competitivas entre as equipes.

Infantino ainda argumentou que seria injusto permitir diferentes condições de jogo ao longo do torneio. "É muito difícil aceitar que um treinador possa ter a possibilidade de influenciar o jogo porque existe uma pausa devido ao calor intenso e outro não tenha essa oportunidade apenas porque está um pouco menos quente", concluiu.

Reprodução de vídeo - Legenda: Gianni Infantino, presidente da Fifa
Foto: Jogada10

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