Gianni Infantino recebeu um importante respaldo da cúpula da FIFA nesta quarta-feira, após uma reunião realizada em Rabat, no Marrocos. Em comunicado oficial, o secretário-geral e o conselho de administração da entidade reafirmaram apoio ao presidente, que vive o momento mais delicado desde que assumiu o comando da organização.
A manifestação acontece dias depois da forte repercussão causada pelo plano de criar uma subsidiária da FIFA aberta a investidores privados. A proposta enfrentou resistência de dirigentes do futebol mundial, especialmente da UEFA, e acabou sendo retirada diante da pressão exercida por diferentes federações.
Além do apoio institucional, a entidade informou que Infantino enviou uma carta às associações-membros e aos integrantes do Conselho reconhecendo falhas na condução do processo. No documento, o dirigente pediu desculpas pelo fato de as federações terem se sentido excluídas das discussões e afirmou que um relatório será apresentado na próxima reunião do Conselho para esclarecer o episódio.
FIFA leadership holds constructive and positive meeting in Rabat, Morocco
The FIFA Secretary General and members of the FIFA Management Board in attendance reaffirmed their full support for FIFA President Gianni Infantino, as the only official elected by the 211 FIFA Member… pic.twitter.com/IlmSOq1se8
— FIFA Media (@fifamedia) August 5, 2026
A nota oficial destaca que a intenção nunca foi deixar os membros da FIFA à margem das decisões. Ainda assim, a administração admitiu que erros foram cometidos tanto na condução da proposta quanto após o vazamento das informações para a imprensa, reconhecendo que a situação poderia ter sido tratada de maneira diferente.
Mesmo com o recuo da entidade, a crise política permanece. A UEFA mantém críticas à gestão de Infantino e defende uma mudança na presidência da FIFA. A oposição ganhou força nas últimas semanas e abriu espaço para que uma candidatura rival seja construída para a eleição prevista para o próximo ano.
Apesar do cenário de instabilidade, o presidente segue respaldado por aliados importantes. Conmebol, CAF e AFC continuam entre os principais grupos que sustentam sua permanência, enquanto o Marrocos, sede da reunião desta quarta-feira e um dos anfitriões da Copa do Mundo de 2030, permanece como um dos maiores apoiadores do dirigente.
Em outro trecho do comunicado, a FIFA afirma que, com o projeto definitivamente retirado, não aceitará novos ataques à integridade da instituição. A entidade declarou que adotará as medidas necessárias para proteger sua reputação e reforçou o compromisso com uma gestão mais transparente nos próximos processos internos.
A crise, porém, ainda está longe de terminar. Embora mantenha apoio suficiente para permanecer no cargo neste momento, Infantino terá pela frente um cenário político mais desafiador, marcado pelo crescimento da oposição dentro da FIFA e pela necessidade de reconstruir a confiança das federações antes da próxima eleição.