O Manchester City foi considerado culpado por graves violações financeiras entre 2009 e 2018, envolvendo fraudes de cerca de R$ 6,3 bilhões para inflar receitas e burlar limites de gastos. A secretária de Cultura do Reino Unido alertou que a punição pode chegar à expulsão da Premier League, além de multas, perda de pontos ou anulação de títulos. O clube nega as irregularidades, contesta o julgamento e tem até 2 de outubro para recorrer antes da definição das sanções finais pela comissão.
O Manchester City pode enfrentar a punição mais severa da história da Premier League após uma comissão independente considerar o clube culpado por graves violações das regras financeiras entre as temporadas 2009/10 e 2017/18. A possibilidade de expulsão da competição ganhou força nesta quarta-feira (30), depois que a secretária de Cultura do Reino Unido, Lisa Nandy, afirmou que a "sanção máxima" pode ser aplicada.
Segundo a decisão divulgada pela Premier League, o clube utilizou contratos considerados fictícios com parceiros comerciais para inflar artificialmente receitas e reduzir custos. Além disso, a comissão apontou que o City apresentou informações financeiras incorretas, ocultou a situação real de suas contas e ultrapassou de maneira significativa limites de gastos estabelecidos pela Premier League e pela Uefa.
A punição, porém, ainda não foi definida. Entre as possibilidades discutidas estão multa, perda de pontos, restrições esportivas, retirada de títulos e até a expulsão da Premier League. A comissão independente deverá tratar especificamente das sanções em uma etapa separada do processo.
O caso ganhou ainda mais peso porque o período investigado inclui três títulos ingleses conquistados pelo City: 2011/12, 2013/14 e 2017/18. Assim, qualquer punição esportiva poderá provocar novos questionamentos sobre a validade dos resultados daquele período.
Fraude de R$ 6,3 bilhões
A investigação envolve um período de nove temporadas e acusações relacionadas a 115 infrações. A comissão considerou comprovadas as violações graves das regras financeiras e também confirmou a maioria das acusações relacionadas à falta de cooperação do clube durante a investigação. O caso envolve valores superiores a 900 milhões de libras esterlinas (R$ 6,3 bilhões) em receitas e custos que foram alterados.
Diante do cenário, Lisa Nandy evitou antecipar o resultado do recurso, mas destacou que a expulsão da Premier League está entre as possibilidades previstas. A ministra também defendeu regras claras e aplicação consistente das normas para preservar a competição inglesa.
"Não quero me antecipar a nenhum tipo de processo de apelação, e eles têm direito a uma audiência justa. Mas o que eu diria é que a sanção final é realmente muito séria", afirmou Nandy em entrevista ao canal de TV 'Channel 5'.
Agora, o Manchester City terá até 2 de outubro para apresentar recurso contra a decisão. O clube nega as acusações, afirma possuir evidências para sustentar sua posição e declarou que pretende contestar o julgamento, alegando erros de direito, princípio e fato.
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