Quatro anos depois de conquistar o tricampeonato mundial de uma forma épica, a Argentina segue fazendo história no maior palco do futebol. Nesta terça, em Atlanta, a Argentina estava sendo eliminada até o minuto 35 do segundo tempo, quando perdia por 2 a 0. No entanto. com três gols em treze minutos, os 'hermanos' viraram para cima do Egito para 3 a 2 e garantiram uma classificação épica para as quartas de final da Copa do Mundo.
Após a partida, a emoção tomou conta dos argentinos. No apito final, Lionel Messi foi às lágrimas na celebração com seus companheiros e com os torcedores, e o outro Lionel, o Scaloni, treinador, também não conteve a emoção. Sem conseguir dar entrevista logo após o apito final por conta da emoção, Scaloni falou apenas na coletiva de imprensa, onde se derreteu por mais uma atuação histórica de Lionel Messi.
" Eu sempre me emociono, às vezes até choro, e dessa vez chorei também. Sentir o que sentimos hoje de novo foi incrível. No vestiário, conversei com os caras no banco, que olham para o Leo e não conseguem acreditar no que estão vendo, principalmente sobre o futuro. É algo maravilhoso, o que todos veem. O Leo poderia simplesmente ter aceitado o pênalti perdido e dito 'chega' com o placar de 0 a 2, mas ele continuou pedindo a bola e tentando de novo. Me arrepia. Não só ele, os companheiros dele aguentaram incrivelmente bem, e isso faz parte do que esse grupo representa. Foi um teste incrível, mas que deixa marcas", iniciou o treinador.
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Scaloni também fez uma análise completa do que aconteceu dentro de campo durante os 90 minutos. Para o treinador, mesmo quando a Argentina esteve atrás no placar, a equipe tinha o controle das ações e que poderia ter feito o resultado sem tanta emoção nos minutos finais.
"O jogo sempre foi nosso, mesmo que eles tenham tido dois ou três momentos de. Eles são um ótimo time, mas, além do pênalti, tivemos duas ou três chances claras no primeiro tempo. Se estivesse 2 a 1 ou 3 a 1, ninguém teria dito nada. E aí, quando a bola simplesmente não entra, eles marcam o segundo e ficam tranquilos. Você tem que continuar tentando, que foi o que eu disse durante a pausa para hidratação no segundo tempo: não desistam de nenhuma chance até o fim. E aconteceu, poderia ter sido diferente. Se eu tivesse que perder, com certeza preferiria perder assim", analisou o treinador, que falou sobre o "coração" dos seus jogadores para buscar o resultado:
"Há momentos em que a tática e a estratégia ficam em segundo plano. Quando você vê que tudo está a seu favor, que vai conseguir marcar, você diz 'vamos lá, vamos lá, vamos continuar', e eles continuam. E com o placar em 2 a 2, a sensação era de um momento positivo, você não estava olhando para onde os adversários estavam, era só 'vamos lá, vamos lá'.Eu não precisei dizer para continuarmos, eles perceberam que o jogo estava aberto. Esta partida, mais do que uma lição, reforça o que eu acredito que o futebol representa. É tática e estratégia, mas também coração e instinto", finalizou.
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