Hotéis dos EUA registram baixa demanda a 38 dias da Copa do Mundo; entenda

Relatório aponta baixa ocupação de hotéis nas cidades-sede dos EUA para a Copa de 2026, com impacto de fatores econômicos, vistos e menor presença de turistas internacionais.

6 mai 2026 - 00h06
Taça da Copa do Mundo
Taça da Copa do Mundo
Foto: Ton Molina/Getty Images / Esporte News Mundo

O setor hoteleiro dos Estados Unidos registrou baixa ocupação nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2026, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (04/05) pela American Hotel & Lodging Association (AHLA), com dados publicados pelo The Athletic, apontando que cerca de 80% dos hotéis consultados estão com reservas abaixo do esperado a pouco mais de um mês do início do torneio, devido principalmente à redução da demanda internacional causada por dificuldades na obtenção de vistos, custos elevados de viagem e fatores econômicos globais.

De acordo com o levantamento, a principal ausência é a do turista estrangeiro de longa distância, tradicional responsável por estadias mais longas. A combinação entre o dólar valorizado, o alto preço das passagens aéreas e entraves burocráticos para entrada nos Estados Unidos tem impactado diretamente o planejamento de viagens para o evento.

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Outro fator apontado no relatório é a dinâmica de reservas da própria organização do torneio. A FIFA costuma bloquear grandes quantidades de quartos com antecedência e, conforme ajusta suas necessidades logísticas, libera parte dessas acomodações ao mercado, o que aumenta a oferta disponível e reduz a pressão imediata por reservas.

Segundo o The Athletic, a expectativa do setor é de crescimento na demanda nas semanas finais antes do torneio, impulsionado pela definição dos jogos, deslocamentos de torcedores de países vizinhos e a comercialização de pacotes de última hora.

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