O São Paulo está a um empate de conquistar o Brasileirão Feminino e quebrar a hegemonia de sete anos do Corinthians. Após vencer o jogo de ida por 2 a 1 na Neo Química Arena, o Tricolor decide o título no Morumbi com grande apoio da torcida. O momento coroa o projeto de reconstrução são-paulino iniciado em 2019, que une a revelação de jovens da base com atletas experientes. Para ser campeão, o Corinthians precisa vencer por dois gols de diferença, ou por um para levar a disputa aos pênaltis.
Sete anos de domínio do Corinthians estão ameaçados pelo São Paulo. Após reconstruir o futebol feminino, o Tricolor venceu a ida por 2 a 1 e precisa de um empate no Morumbi para conquistar o Campeonato Brasileiro Feminino e interromper a sequência de sete títulos das rivais.
A vantagem ganhou peso pelo palco da partida. O Corinthians nunca havia perdido uma final nacional na Neo Química Arena, e o São Paulo abriu vantagem diante de uma equipe dominante no Brasileiro desde 2017.
O desafio, portanto, vai além da conquista de um troféu. O São Paulo tenta fechar um ciclo iniciado com a reconstrução do departamento feminino e, ao mesmo tempo, interromper a hegemonia da principal força nacional da modalidade.
Uma final diferente de 2024
O confronto também reabre uma história recente entre os dois clubes. Em 2024, São Paulo e Corinthians decidiram o Brasileiro, mas o desfecho foi amplamente favorável às adversárias. O Corinthians venceu os dois jogos e conquistou o título com 5 a 1 no placar agregado.
Dois anos depois, o cenário mudou. O São aulo chegou à decisão com a melhor campanha e agora terá o segundo jogo em casa. A vantagem obtida em Itaquera dá ao Tricolor uma condição que não existia na final anterior: depender de um empate para levantar a taça.
Reconstrução chega ao ponto decisivo
O momento atual é resultado de um projeto retomado em 2019. Naquele ano, o São Paulo reabriu o departamento feminino e conquistou a Série A2 logo na primeira temporada, além de chegar às finais do Paulista e da Copa Paulista.
Desde o retorno à elite, o time permaneceu entre as primeiras campanhas do Brasileiro e voltou à decisão em 2024. Agora, a equipe tem a oportunidade de transformar essa regularidade em seu principal título desde a retomada do projeto.
Base ajuda a sustentar evolução
A formação de jogadoras também faz parte dessa trajetória. Isa Guimarães, de 22 anos, chegou ao clube ainda nas categorias de base, conquistou títulos juvenis e posteriormente foi promovida ao elenco profissional.
Com mais de 130 partidas pelo São Paulo, a atacante se tornou uma das referências da equipe. Em 2026, marcou contra Palmeiras, Santos e Corinthians, três dos principais adversários do clube no futebol paulista.
Gi Crivelari representa outro caminho. Campeã pelo Corinthians, a atacante passou pelo futebol europeu e pelo Flamengo antes de chegar ao São Paulo. Na primeira final, marcou o gol de empate e participou da reação que terminou com a virada.
Morumbi pode entrar para a história
A decisão também mobiliza a torcida. A primeira partida teve 21.871 pessoas na Neo Química Arena, maior público de uma competição nacional feminina em 2026. Para o segundo jogo, mais de 20 mil ingressos já haviam sido vendidos antecipadamente.
No Morumbi, o São Paulo será campeão com empate ou vitória. Se o Corinthians vencer por um gol, o título será decidido nos pênaltis. Um triunfo corintiano por dois ou mais gols mantém a taça com as atuais campeãs.
Após sete anos de hegemonia, o Corinthians tenta preservar seu domínio. O São Paulo precisa de 90 minutos para transformar a vantagem em Itaquera em um título capaz de mudar o cenário do futebol feminino nacional.