Flamengo, Fluminense e clubes defendem retorno das bets em audiência pública no STF

'O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma que vai sofrer os efeitos do desemprego', diz presidente do time tricolor

3 nov 2026 - 15h10
(atualizado às 15h10)
Resumo
Clubes como Flamengo e Fluminense defenderam no STF o retorno das casas de apostas, proibidas por Medida Provisória. Em audiência com o ministro Luiz Fux, relator que apoia o banimento do setor, o vice-presidente do Flamengo alertou que a proibição ameaça 1.200 empregos e causa a perda de cerca de R$ 430 milhões em receitas anuais, comprometendo o planejamento e contratos de longo prazo firmados pelo clube.

Matheus Reis e Montenegro, representante do Fluminense na audiência das bets
Matheus Reis e Montenegro, representante do Fluminense na audiência das bets
Foto: Reprodução / Estadão

Representantes de grandes clubes brasileiros como Flamengo e Fluminense estiveram, na manhã desta terça-feira, em audiência pública com o Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux, relator de ações contra a medida provisória que proíbe as bets no País, para defender o retorno das casas de apostas ao mercado.

Antes de Montenegro, Flávio Willeman, vice-presidente geral do Flamengo, discursou para atacar a Medida Provisória. De acordo com o representante rubro-negro, toda a estrutura do clube será comprometida, incluindo outras modalidades.

"O Flamengo possui mais de 1.200 empregados que poderão ser comprometidos com a queda de aproximadamente R$ 430 milhões de receitas anuais com futebol e esportes olímpicos", assegurou.

Willeman também usou como argumento os contratos firmados pelo futebol profissional, sem citar casos específicos. O Flamengo, recentemente, pagou mais de R$ 315 milhões para repatriar Lucas Paquetá, na maior transferência da história do futebol nacional.

"Foi com base nesses contratos que o Flamengo planejou a sua estrutura financeira para os anos seguintes. O Flamengo se organizou financeiramente para os quatro ou cinco anos com base nos contratos assinados de acordo com a legislação vigente", explicou.

"O Flamengo contraiu obrigações financeiras com atletas e empregados com base nesses contratos. O Flamengo acreditou que o Brasil regulou as apostas", encerrou.

Na abertura da sessão desta terça-feira, o Ministro Luiz Fux defendeu que as casas de apostas sejam banidas do território nacional.

Fux assumiu a relatoria do caso por prevenção, porque já conduz ações que questionavam as leis que regulamentavam as apostas online.

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